<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034</id><updated>2012-01-16T12:48:21.383-08:00</updated><category term='Severino Ngoenha'/><category term='Moçambique'/><category term='Filosofia'/><category term='Filósofo'/><category term='Política'/><category term='Identidade'/><category term='Universidade'/><category term='África'/><category term='Psicanálise'/><category term='Estética'/><title type='text'>KUTLHAMALA</title><subtitle type='html'>Reflectir o quotidiano, a arte, o mundo, a filosofia, a política, a cultura para um melhor diálogo...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>29</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-3897835013394015520</id><published>2011-11-20T13:14:00.000-08:00</published><updated>2011-11-20T13:14:56.176-08:00</updated><title type='text'>Entrevista com José Castiano: Entre outras coisas há muita coisa ainda para a Filosofia reflectir...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;“Por  que precisamos de filosofia?” – depois de ler José P. Castiano, por  várias vezes, repetiu-se em nós esta questão nas horas que antecederam à  entrevista. Mais do que resposta a esta questão, nos diria Castiano, um  país – ou continente – que aprendeu a substituir Deus pelo Ocidente e  que passou a vestir-se de FMI precisa de respostas.&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;“O  Ocidente é, para Moçambique e para África, uma espécie de Deus. Os  africanos substituíram Deus pelo Ocidente (...). Em tudo o que  aprendemos a fazer, como desenvolvimento, fazemo-lo à imagem e  semelhança do ocidente como horizonte, como justificação, como  legitimação” – escreve Castiano em “Pensamento Engajado”, que assina com  Severino Ngoenha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Para  além da invenção de um novo Deus, África vestiu a camisola de  democracia, assumindo todas as suas regras. Mas, para Cristiano,  corremos o risco de ter uma democracia sem democratas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Comecemos  pela pergunta que faz no “Referenciais da Filosofia Africana”. Por que  estudar filosofia em pleno século XXI? Qual é a importância da filosofia  num mundo com televisão? Por que parar para ouvir a palavra? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;O  mundo de hoje é mais da imagem do que da palavra, é mais de ócio que do  pensamento. Portanto, neste contexto, estudar filosofia torna-se  importante. Mas há três razões básicas para isso. a primeira é que o  sentido original da filosofia é admiração, a filosofia começa com  admiração, com espanto e com interrogação. Esta é a coisa mais infantil  da filosofia. Então, nós todos, como seres humanos, estamos sempre a  perguntar sobre o sentido das coisas, seja do nosso próprio ser, da  nossa família, dos nossos amigos. A segunda, que eu penso que é mais  séria, é que a filosofia é um pensamento crítico no sentido não de  avaliar negativamente todos os processos que ela assiste, mas no sentido&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;de  apresentar alternativas à realidade, alternativas de explicação da  realidade. Se quiser aplicar termos filosóficos, vou dizer “pensamento  crítico é aquele que não vê a realidade como uma fatalidade”, portanto,  que tudo pode ser feito de outra forma. Portanto, o nosso sistema de  educação e o nosso sistema político podemos olhá-lo como uma forma  evolutiva. A terceira (razão), e essa é mais específica para Moçambique,&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;o  olhar filosófico ajuda a equacionar aquilo que é do mais íntimo para o  país, que é a identidade moçambicana. A contextualização de moçambique  no mundo hoje como país deve ser uma das grandes mensagens do pensamento  engajado. Estas podem ser as razões básicas sobre o por que do estudar  filosofia. A filosofia não é só repetir pensamentos clássicos, é também  na&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;base deles equacionar a realidade actual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Um  dos dilemas que levanta nos seus livros, que parece também o dilema da  própria filosofia e das outras ciências sociais, é o conflito entre o  “eurocentrismo” e o “afrocentrismo”. Por que continuamos, ainda hoje, a  discutir essas correntes em termos extremos? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Vamos  começar do início. As instituições de educação actuais foram  introduzidas pela Europa e nós, depois das independências, não  conseguimos, ainda, desestruturar essa forma como a Europa introduziu a  educação. O que acontece é que a filosofia, no seu íntimo, tem um  pensamento libertário. Portanto, estar ao lado da liberdade,  contextualizando hoje, significa que a filosofia tem que também se  libertar do pensamento eurocentrista, que colocava a filosofia africana  numa esquina periférica em relação à própria história e em relação ao  seu próprio ser. Mas, por outro lado, encontramos aquilo que chamamos a  tentação unanimista, que não seria mais que esta forma europeia  introduzida pela antropologia colonial de olhar a África como unânime, a  África como&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;um continente&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;espiritual, como  um continente onde todos são selvagens, uma África tradicional.  Parecendo que não, esse pensamento condicionou a forma de nos vermos, de  nos olharmos a nós próprios. Então, hoje encontramos uma maioria de  intelectuais que também sofrem essa tentação unanimista da forma como  olham para os povos africanos quando querem estudar África. Nos meus  livros, particularmente “Referenciais da Filosofia Africana”, tento  mostrar qual é o caminho que a própria filosofia no seu interior pode  seguir para se libertar antes de pregar a liberdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;O  afrocentrismo tem sempre a tendência de recusar a contribuição europeia  para a construção história de África. Não será um “egoísmo” desta fazer  essa recusa? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;No  livro “Referenciais da Filosofia Africana” falo de Assante, que é o pai  do afrocentrismo actual, em que o mérito, independentemente de juízos  de valores que podemos fazer, é de ter iniciado um discurso de  desconstrução da forma como a ciência europeia é feita.&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Vou  dar um exemplo, eu nasci à beira do rio Zambeze, que tem crocodilos.  Íamos tomar banho no gombe, (...)e convivíamo com crocodilos. Como  lagarto, crocodilo é um animal territorial. Então, é frequente ouvir  queixas como “este crocodilo pertence a esta família e foi matar na  outra”. Quando se vai queixar no tribunal diz-se que “a família tal  matou-me por causa do crocodilo”. Estas crenças já não tem forma de  serem compreendidas num contexto científico ocidental. O que Assante fez  foi dizer que não só existe essa forma de dois cursos científicos que  se baseiam na prova, na verificação, na experimentação, mas também no  contexto afrocentrico existem outras formas de pensamento que podem ser  consideradas também de científicas. De facto, o afrocentrismo é uma  corrente extremista. No fim do livro, quando falo de intersubjectivação,  faço uma crítica a essa forma de ver afrocentrista, não podemos tomar&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;essa  como uma posição acabada, mas ela pertence à história do pensamento dos  africanos na diáspora e merece o seu espaço na academia africana. Ao  ler a minha introdução pode reparar (que)&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;a academia  moçambicana, em quase todas as disciplinas, não introduz conteúdos  escritos por africanos. Os escritos africanos e moçambicanos em  particular são, totalmente, ignorados. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Como é que podemos apostar na filosofia africana se continuamos a ir buscar constantemente as referências ocidentais?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Há  duas maneiras de fazer isso. A primeira coisa é que temos professores  mas não temos académicos. Temos universidades mas não temos academias.  Um académico é alguém que usando a capacidade de conhecer a área  científica usa o seu pensamento para analisar, fazer propostas de  significação, propostas de interpretação de fenómenos políticos sociais e  culturais no seu contexto. Chamo isso de uma académico e nós não temos  muito isso. Penso que uma das formas de introduzir produções  intelectuais moçambicanas é os próprios académicos&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;serem académicos,&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;todos os professores universitários passarem a ser académicos, produzirem obras que não repetem o conteúdo de exterior,&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;mas  que reflectem na base desses conteúdos científicos o seu próprio  contexto. Temos que escrever mais, temos que intervir mais como  académicos, mas só o fazemos como professores. O segundo é um problema  ético que vejo na ciência, porque analisar o contexto das culturas  implica uma certa humildade intelectual, principalmente se estivermos  num contexto moçambicano, em que a maioria das pessoas são analfabetas.  Portanto, implica sair para uma povoação, conversar com as pessoas sobre  os seus pensamentos, suas opiniões e as possíveis ilações que podemos  tirar para as universidades. O meu antigo reitor costumava dizer que as  universidades devem ser mordidas por mosquitos. Significa que os  universitários académicos devem ter uma humildade intelectual de se  deixarem ensinar pelos velhos, pelos jovens que estão nas comunidades.  Então, isso também é um problema&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;ético. Então, como último recurso vamos recorrer ao ocidente para escrevermos os nossos livros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;No  “Referenciais da Filosofia Africana”, assim como no “Pensamento  Engajado”, repete sempre a ideia segundo a qual a filosofia tem que  regressar à tradição. Este regresso é feito do mesmo jeito que o  ocidente apelou para que a antropologia voltasse à casa? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Penso  que falo da necessidade da filosofia moçambicana libertar-se de dois  tipos de debate. Primeiro, tem que se libertar do debate ocidental,&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;que  tenta sempre periferizar. Outro é do debate tradicionalista de  considerar filosofia africana simplesmente quando a pessoa acredita na  feitiçaria, quando a pessoa vai falar com os velhos. Não podemos nos  encaixar nessa esquina de classificação filosófica. É uma dupla  libertação, que acho que a filosofia deve fazer. Agora, a libertação em  relação ao ocidente está, demasiadamente, escrita, por isso, que dou  mais atenção à libertação ao debate tradicionalista. Mas libertação não  significa ignorar, significa ter a humildade intelectual necessária para  se deixar ensinar pelas tradições. O que sinto, em muitas conversas com  outros filósofos moçambicanos, é olharem na tradição de duas formas.  Uma como uma coisa que se deve empurrar e lutar contra ela; a outra como  sendo a panaceia das nossas soluções. É neste sentido que falo de facto  que a filosofia deve ir à tradição, mas não com espírito  tradicionalista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Podíamos  revisitar os três eixos que apresenta no “Referenciais da Filosofia  Africana”, que são a escravidão, a colonização e glocalização. Ainda se  justifica hoje olharmos para a nossa construção como nação e como  sociedade partindo da colonização e escravidão ou temos de começar a  pensar na glocalização?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;escrevi  um artigo sobre o livro de Samora Machel que o professor Severino  Ngoenha publicou e dei-me conta de que hoje o número de escravos  duplicou em relação ao período em que havia escravidão oficial. Cerca de  doze milhões e meio de escravos foram levados de África para as  Américas, Europa e outros continentes. Hoje temos quase 25 milhões de  escravos. Quando definimos escravatura como uma condição de vida  péssima, em que o indivíduo não tem direito de mudar essas condições. E a  maioria desses 25 milhões&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;são africanos. Estou a falar da  escravidão física que ainda não acabou, então imaginemos a escravidão  mental. Enquanto não se libertar disso, enquanto a filosofia não estiver  contra essa escravidão mental que ainda hoje tem as suas consequências,  então a luta continua. Justifica-se hoje chamar atenção, tanto mais que  não seja para se repetir. Então, não se justifica, filosoficamente, por  ter havido escravidão, justifica-se pelo futuro, no sentido de que nós  africanos não queremos mais ser escravizados, nem mais colonizados. Por  isso que volto sempre nos meus escritos, porque a escravatura é o ponto  de saída, porque é ai onde se determinou o pensamento africano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;No  “Pensamento Engajado”, que assina com o Professor Severino Ngoenha, diz  que só pode haver sonho dos sonhos que justifique que as pessoas se  levantem e rebelem-se. Esse sonho para vocês é a liberdade? Podem  justificar-se os conflitos africanos com base nesses sonhos dos sonhos? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Como  dissemos antes, África entra na história como escrava, está na  periferia da história como um continente escravizado. Nos outros  continentes os africanos são conhecidos, primeiro, como escravos e não  na outra condição. Nem na condição de reis, nem de régulos, é na  condição de escravos. Segundo, os africanos entram na história como  colonizados. Terceiro, África está na história, neste momento, como  subdesenvolvido, com os índices mais altos da mortalidade, mais baixos  de crianças que vão à escola. A luta diária dos africanos, desde que  entraram na história como escravos, como colonizados e como  subdesenvolvidos, é o sonho da liberdade. Isso explica também os  movimentos mundiais. Por que as pessoas vão ocupar wall streat, esse  movimento todo que está a suceder pela Europa (“Os Indignados”)? é  porque há uma sucessão de que as liberdades fundamentais não foram  resolvidas, tanto no contexto africano, como no mundial. As liberdades  fundamentais, que são os direitos do homem, não estão a ser resolvidas. O  capitalismo não é alternativo, onde essas liberdades fundamentais vão  ser realizadas. Portanto, quando&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;falamos que sempre que  essas liberdades estão em causa as pessoas pegam em tudo o que têm nas  mãos para poderem exigir os seus direitos, é mesmo para chamar atenção  que a luta pela liberdade é eterna, é histórica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Diz  que o capitalismo não é onde essas liberdades podem ser resolvidas.  Partindo de duas ideias, uma que defende que se a Europa teve a  revolução industrial África precisa de uma revolução social; outra que  aponta que o capitalismo falhou e toma como exemplo a crise financeira.  Temos de voltar para socialismo ou temos uma outra via?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Penso  que África precisa de dois tipos de revoluções. A primeira, sem dúvida,  que é agrícola: material de produção de alimentos, comercialização,  distribuição. Chamo mesmo agrícola – podia chamar económica. Se  chamássemos económico talvez repensássemos nos esquemas de  redistribuição de riqueza. Repare que o professor Severino Ngoenha, no  livro “Os Tempos da Filosofia”, diz que a guerra em Moçambique terminou  sem vencedores.&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ou seja, Severino Ngoenha diz que quem venceu é o FMI e o capitalismo mundial, portanto, a violência continua.&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Já  não temos a violência das armas, mas temos a causada pela distribuição  de riquezas muito desigual. O continente africano tem a distribuição de  riqueza mais desigual do que os outros. Uns mantêm-se muito ricos e a  maioria muito pobre. A segunda é revolução cultural, onde se inclui a  tecnologia e a ciência. A nossa cultura científica precisa de se  reencontrar com as culturas tradicionais comunitárias. Se me perguntarem  assim: “disseste que o sistema capitalista não é uma alternativa viável  para a realização das liberdade”, vou dizer que não, principalmente  devido à aliança que existe agora no mundo entre o capital financeiro e a  política. Os bancos estão a dominar todos os esquemas do mundo. A ideia  original de um banco é para facilitar o desenvolvimento. E, quando se  torna uma elemento que impede esse desenvolvimento, temos que nos  equacionar por que precisamos de um banco na nossa economia se não é  financeiro. Não tenho uma solução para dizer que tipo de sociedade nós  precisamos. Graça Machel tem falado de “um estado solidário” e existem  outras discussões à volta disso. Mas uma coisa é certa, qualquer  sociedade que queiramos construir deve equacionar três valores básicos: o  que é moçambicanidade? O que é africanidade? qual é o lugar de  Moçambique em África e de África no mundo? E o que é aquilo que nós  chamamos de ser glocal, que mesmo localmente usufrui dos direitos que a  modernidade lhe dá, que é ir à escola, ter habitação condigna e evoluir  até aos direitos espirituais de poder ler, ser membro de um partido, de  uma religião.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;No  “Pensamento Engajado” escrevem que se substituiu Deus pelo Ocidente.  Que impacto tem na nossa existência como um continente e até mesmo como  um país a substituição de Deus pelo Ocidente? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.opais.co.mz/images/stories/cultura/Jose-Castiano_10x11x625x230.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="117" src="http://www.opais.co.mz/images/stories/cultura/Jose-Castiano_10x11x625x230.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Há um consenso geral de que desde que começaram as políticas de liberalização os conflitos&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;sociais  aumentaram. Desde que entrou FMI não vejo um resultado positivo a não  ser uma aliança muito estreita entre as elites políticas, económicas e  intelectuais com ocidente, deixando o povo em condições piores que  antes. Se não há nenhum resultado positivo por que vamos continuar a  fazer isso? Temos que fazer uma equação de existência como seres  humanos, africanos e moçambicanos, neste momento, e o que precisamos  para o futuro? Até que ponto essa presença não é uma ingerência, não é  um atentado à soberania de decidirmos por nós mesmo? Isto está no quadro  da estrutura do nosso “Pensamento”, que tem dois eixos: um que é a  desmistificação do ocidente. Portanto, não podemos considerar que o  sistema político, o sistema económico,&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;a forma como o ocidente faz a democracia, que são deuses. Temos que desmistificar este papel divino, este papel&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;de líder que o ocidente tem hoje. desmistificar não significa não querer, mas desestruturar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Como é que olha para a democracia em África? Será que os países africanos são realmente democráticos?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Tenho  um capítulo deste livro “Pensamento Engajado” que se chama “Espírito de  Democracia” e, em certo momento, digo que corremos o risco de termos  uma democracia sem democratas. Concebo a democracia em três dimensões:  há democracia como sistema com limitação de poderes, divisão de poderes.  Ou seja, de uma forma clássica temos poder legislativo, poder executivo  e temos poder judicial, que estão separados, estruturalmente, mas, por  vezes, em África, sobretudo em Moçambique, há uma promiscuidade e essa  tentação nenhum político escapa a ela. Mas temos uma democracia, em  termos de sistema, que funciona. Temos um parlamento; temos eleições e  limitação de mandatos, tudo isso que faz parte de uma democracia  moderna. Segundo, democracia é um método de trabalho, aprende-se na  escola e aprende-se a viver democraticamente. Aí é onde vejo problema,  porque os nossos partidos, particularmente da oposição, não têm uma  democracia interna. Têm uma espécie de líderes internos, não são eleitos  ou as eleições são feitas de uma forma obscura. Isso faz com que eu  volte à tese de que corremos o risco de termos uma democracia sem  democratas, porque nessa educação democrática, através de utilização de  métodos democráticos nas organizações, ainda temos um grande défict até  como consubstanciar isso nas nossas leis, obrigar os partidos, obrigar  as organizações de massas a terem métodos democráticas de eleição dos  seus líderes. Isso no geral vai criar a disposição de aceitar os  resultados. Em terceiro lugar, falo de valores democráticos. Esse é que é  o ponto central da democracia. O que você pode sentir em países  democráticos é o respeito pelo outro; ter tempo de ouvir a argumentação  do outro; ter uma predisposição para debate de ideias num parlamento e  ser fiel aos seus princípios. Esses valores não existem, o que seria  sustentáculo da democracia como sistema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://www.opais.co.mz/index.php/entrevistas/76-entrevistas/17439-a-falha-do-capitalismo-e-o-dominio-da-banca.html&lt;br /&gt;&lt;small&gt;&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-3897835013394015520?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/3897835013394015520/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=3897835013394015520' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/3897835013394015520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/3897835013394015520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2011/11/entrevista-com-jose-castiano-entre.html' title='Entrevista com José Castiano: Entre outras coisas há muita coisa ainda para a Filosofia reflectir...'/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-7768951152631644582</id><published>2011-11-20T13:02:00.000-08:00</published><updated>2011-11-20T13:02:54.326-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Severino Ngoenha'/><title type='text'>Entrevista com Severino Ngoenha: O que a Filosofia tem a dizer?</title><content type='html'>&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;E  esta semana, apresentamos a reflexão do académico e filósofo Severino  Ngoenha sobre a actual governação do país e o debate da revisão da  constituição da República. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;O  senhor defendeu, há dias, ser urgente um novo contrato político e  social no país. Quais as razões de fundo que o levam a propor isso?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.opais.co.mz/images/stories/entrevistas/Severino-Ngoennha-entrevist_06x11x625x210.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="107" src="http://www.opais.co.mz/images/stories/entrevistas/Severino-Ngoennha-entrevist_06x11x625x210.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Estou  lisonjeado, porque não é fácil exibir-se durante 60 minutos como se  tivesse muito a dizer. De qualquer forma, agradeço o convite. Há alguns  anos atrás, o seminário da Matola organizou uma espécie de conferência  ou congresso em filosofia subordinado ao tema “O papel da filosofia na  construção da democracia”. Comigo, estavam presentes Lourenço do Rosário  e o actual reitor do Instituto Superior de Relações Internacionais. Nós  tentámos, cada um com o seu background cultural e teórico, trazer uma  resposta a esta questão. Eu não consegui responder imediatamente a  questão, levei quatro a cinco anos a respondê-la, e isso deu origem  àquele livro “Os Tempos de Filosofia”. O título “tempos de filosofia”  queria dizer que os tempos de filosofia são tempos particulares.  Significa que enquanto o senhor que é jornalista tem de responder  imediatamente às solicitações, tem que dar informações imediatamente  para que as pessoas saibam o que acontece no país e no mundo; enquanto o  economista tem o dever de responder imediatamente às conjunturas  socioeconómicas nacionais e internacionais; ou o sociólogo interpreta os  factos como se apresentam imediatamente; a filosofia precisa de mais  tempo. Quer dizer que nós praticamos uma ciência que pelos seus métodos,  pelas suas teorias, precisa de muito mais tempo, muito mais vagar para  elaborar as suas colaborações, para se chegar, digamos assim, a posições  que podem ser mais ou menos fundadas. E nesse livro que saiu quatro ou  cinco anos mais tarde - “Os Tempos de Filosofia” - eu dizia, e aqui  começo a responder à sua questão, que as sociedades nas quais vivemos,  as sociedades ditas modernas, as sociedades do estado de direito, são  sociedades contratuais. Significa o quê? Significa que nós somos  sujeitos, digamos, sob ponto de vista teórico, que decidem viver juntos e  que passam a ser responsáveis ou co-responsáveis uns dos outros. É  essencialmente o que se tem chamado contrato de sociedade ou contrato  social. Quando numa sociedade o contrato social vem a falhar, nós  entramos num prisma de conflito e de violências que podem ser graves. O  que significa um contrato social falhado? Nós, em qualquer sociedade,  temos elites. podem ser elites políticas, económicas, intelectuais ou  mesmo académicas, às quais eu também posso pertencer. Mas nós temos uma  responsabilidade moral, quer dizer que o pouco ou o muito que o país  tem, de certa maneira, tem que ser em benefício de maior número. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Quando propõe um novo contrato social neste país, quer dizer que o nosso contrato político-social actual está a falhar?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;O  contrato social tem que ser sistematicamente reabilitado,  sistematicamente revisto. Em todos os países, as disparidades entre as  classes sociais correm o risco de se acentuar, e quando a discrepância  em termos de distribuição entre as classes sociais falha no seu contrato  social, isso pode trazer violência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;E como é que caracteriza o nosso contrato político-social?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;O  nosso país, na chamada primeira república, que é o período que vai  desde a independência até ao fim da chamada guerra civil, foi  caracterizado por uma política que se queria essencialmente  distributiva. Isso é, por um lado, motivado pela conjuntura  internacional. recorde-se que Moçambique se torna independente em 1975,  quando existiam dois blocos, e os que nos ajudaram na guerra da  independência pertenciam ao bloco da esquerda. E nós, quer pela adesão  de alguns à ideologia do bloco da esquerda, quer pela ajuda que tínhamos  recebido de aqueles que aceitaram lutar connosco para a independência,  acabámos entrando no bloco da esquerda. Recorde-se que os africanos, os  países do sul, sempre quiseram entrar no não-alinhamento, não quiseram  essencialmente entrar no bloco da esquerda. Mas de 1975 até ao fim da  guerra, a esquerda foi essencial, porque defendeu princípios de unidade,  trabalho e vigilância, o sentido de pertença, o orgulho de ser  moçambicano. Naquela altura, aquilo foi, em minha opinião, estritamente  necessário. Ora, com o fim da guerra fria, com a derrota da União  Soviética e seus aliados, nós não tínhamos alternativa, além de  passarmos para a direita, o que aconteceu, aliás, com quase metade dos  países do mundo. Os que não passaram, tiveram situações complicadas,  basta pensar na Cuba ou na Coreia do Norte. Ora, o que acontece é que o  contrato social estabelecido na primeira república tinha que ser  revisto, para que, na segunda república, o facto de alguns começarem a  emergir como elites económicas não fosse em discrepância com o maior  número. O que aconteceu é que tivemos uma aceleração de um pequeno grupo  de pessoas que foram tendo meios exorbitantes, através da cooperação  internacional, através de uma confusão que se criou entre o político e  económico, mas o maior número de pessoas não viu benefício naquilo que  foi o crescimento do pouco. Ora, o contrato social significa reabilitar  sistematicamente aquilo que é a divisão de bens, de recursos, da  riqueza, do crescimento económico, entre as duas classes sociais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Como isso seria feito?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Isto  tem que ser repensado sistematicamente. o que não pode acontecer é que  haja pessoas com milhões de dólares nas contas privadas, casas, carros,  com benefícios extraordinários, quando a maior parte das pessoas não tem  esses benefícios. Não quer dizer que o rico não tenha que ser rico. Nós  precisamos de ricos, de elite e de uma burguesa. mas esta tem que ter a  consciência da responsabilidade que tem pelo contrato social que  estabeleceu com a outra parte da sociedade. Por isso, deve rever  sistematicamente o sistema de distribuição de riqueza, de modo a  favorecer o maior número de pessoas possível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Na governação de Chissano havia mais abertura para o diálogo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Criticando a falta de abertura política no país.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Severino  Ngoenha recomenda um debate político mais amplo. Diz ainda que o  espírito da actual revisão da lei-mãe deve ser a inclusão de vários  círculos de opinião na procura de resolução de problemas do país.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Portanto, quer dizer que a actual burguesia, a elite, olha apenas para si e não para a maioria?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Penso  que temos uma elite económica emergente que às vezes se confunde com  uma elite política, ou, se quisermos, é da elite política que surgiu a  económica. Mas, como digo, para que uma elite seja como tal, não basta  que seja política, económica ou intelectual, é preciso que tenha uma  dimensão moral. e é esta conotação de moralidade que a elite tem que ter  para ter a responsabilidade em relação às restantes pessoas. E penso  que não posso, honestamente, dizer que o conjunto das pessoas que  constituem a elite, hoje, não tem o sentido de responsabilidade para com  todos, mas aquilo que aparece aos olhos nus é uma discrepância maior  entre as elites e as massas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;O  país está hoje a debater a revisão da Constituição da República, o que,  se calhar, é uma oportunidade para repensar este contrato social. Que  alterações é preciso fazer para responder aos desafios que se impõem ao  país com esta revisão constitucional?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Há  duas coisas que gostaria de dizer a este propósito. A primeira vai  ainda na direcção da pergunta que fez antes. Nós falámos de contrato  social, mas eu introduzi um conceito a que chamei contrato político. O  que chamo contrato político? Contrato político significa para mim  reinventar os mecanismos de debate de ideias ao nível nacional. Durante a  presidência de Chissano, nós víamos com frequência encontrarem-se,  conversarem, e debaterem ideias, e tornou-se uma prática constante. Até  se chamavam “meu irmão Chissano, meu irmão Dhlakama”. Não digo que isso  não aconteça agora. temos as chamadas presidências abertas, mas não são  um diálogo aberto entre as partes que constituem a elite política ou os  fazedores da política nacional. O que chamo contrato político é essa  capacidade de fazermos da palavra e do diálogo o mecanismo necessário  para continuarmos numa esfera de pacificação contínua de que o país e o  continente têm necessidade. Quando se faz uma revisão da constituição,  deixemos todo o resto com juristas, aquilo que me parece a falhar é esse  contrato político, quer dizer, os pareceres dos partidos políticos, da  sociedade civil, para evitar ruptura do diálogo, para evitar conflitos,  situações do Zimbabwe, Guiné-Bissau, Madagáscar, Somália. O nosso  continente está repleto de conflitos e nós mesmos conhecemos o conflito,  sabemos o que sofremos e&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;ainda estamos a sofrer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Olhando  para a forma como este diálogo está a acontecer, fala de um diálogo  franco e aberto. Até hoje, passado ano e meio, ninguém conhece as  premissas dessa revisão. Será que temos a abertura para esse diálogo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Também  não sei o que se pretende rever na constituição. Mas o que me parece  importante é que devia ser uma prática - num país como o nosso, que sai  de uma situação de grandes dificuldades e continua a viver situações  difíceis - que introduzíssemos como prática um diálogo, uma espécie de  debate aberto, como acontecia na primeira república; que houvesse teses  como a Frelimo vai fazer para o seu congresso; que as teses fosse  debatidas ao nível dos vários círculos de opinião. Que fosse um debate  contraditório, entre os partidos e fora dos partidos. Quanto mais aberto  e quanto mais contraditório for o debate, de uma forma dialética, pode  encontrar-se as respostas para as questões com que estamos a ser  confrontados. É a isto que chamo contrato político, e parece-me que a  constituição deve ser o fundamento desse contrato político, mas também  deve pousar sob um substrato filosófico, que faz dele um instrumento de  diálogo suplementar, para melhorar as condições da viabilidade política  em Moçambique.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Falou da necessidade de um diálogo sério e honesto. Acha que actualmente, em Moçambique, o diálogo não é assim?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Aquilo  que me parece é fazer do diálogo - quase podia dizer antropologicamente  - palavra. Palavra, no sentido daquilo que os antropólogos pensam que é  próprio do continente africano, desde a discussão em baixo de uma  árvore, como fazem nas nossas povoações, uma prática de auscultação do  outro, para saber qual é a sua percepção de um determinado tipo de  problema. Digo mais: há muitos actores políticos, sociais, que não fazem  parte do parlamento, não fazem parte dos partidos políticos ou outro  tipo de activismo. E essas pessoas não são dignas de ideias? Não são  dignas de pensamentos? Ou de contribuições importantes? A minha ideia é  que se nós fizermos do contrato político um substrato jurídico sobre o  qual pousa a nossa constituição, vamos criar espaço, independentemente  daquilo que é a configuração jurídica, para que a palavra, a discussão, o  diálogo, a troca de opiniões, possa constituir substrato fundamental da  governação de Moçambique, e isto, uma vez mais, vai impedir que certos  conflitos surjam. Os conflitos não precisam de ser como do Zimbabwe, do  Madagáscar (…). violência real ou simbólica existe na nossa sociedade  quando há crianças que não têm o que comer, quando nós gastamos num  restaurante três mil a quarto mil meticais e pagamos aos nossos  empregados mil a mil e quinhentos meticais; isto são situações de  violência. Temos que encontrar sistematicamente um mecanismo que nos  permita, através da discussão, sair disto, de modo a encontrar uma  plataforma para que todos os moçambicanos possam participar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Olhando  o que está a acontecer e do diálogo que devia haver, não está a ser  amputada esta possibilidade, quando não se divulga o conteúdo da revisão  da constituição da República?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Acho  que devíamos saber, mais do que saber o que se quer fazer, o espírito  do que se pretende fazer. Aquilo que os filósofos fazem, enfim, aquilo  que é o meu trabalho, não é tanto olhar a forma bruta, como os juristas,  os constitucionalistas fazem, é pensar naquilo que Montesquieu chamava  espírito das leis. O que quero dizer é que o espírito sobre o qual a  constituição deve ser revista deve ser de diálogo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #003366;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Desde  1990, Moçambique é um país que permite a pluralidade de ideias, através  da liberdade de imprensa, de pensamento e de expressão. Olhando “terra a  terra”, existe essa pluralidade?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;A  pluralidade de ideias, nós até podemos dizer que existe, porque se  manifesta pela existência de partidos políticos diferentes, que  teoricamente deviam ter filosofias políticas diferentes. Quer dizer, um  partido político não devia ser simplesmente um aglomerado de amigos ou  de pessoas que se decidem meter juntas e criar uma partido. Deviam ter  um substrato de pensamento, defender alguns princípios de base.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Tahoma','sans-serif'; font-size: 9pt; line-height: 150%;"&gt;Fonte: http://www.opais.co.mz/index.php/entrevistas/76-entrevistas/14715-governo-deve-rever-mecanismo-de-distribuicao-da-riqueza-no-pais.html &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-7768951152631644582?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/7768951152631644582/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=7768951152631644582' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/7768951152631644582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/7768951152631644582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2011/11/entrevista-com-severino-ngoenha-o-que.html' title='Entrevista com Severino Ngoenha: O que a Filosofia tem a dizer?'/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-8802387454619091076</id><published>2011-07-20T08:38:00.000-07:00</published><updated>2011-07-20T08:38:48.932-07:00</updated><title type='text'>Os zuzuns de uma geração de transformação!!!!</title><content type='html'>Eu por muito tempo me considerei excluído do discurso produzido sobre o desenvolvimento por que a pobreza que se falava era EXAGERADA!!! E sempre me perguntava e não encontrava a resposta: temos tudo ou não temos nada, fazemos ou sonhamos, amamos ou odiamos, etc. Equívocos que um jovem da minha idade poderia constantemente representar no seu quotidiano. Ou era o mercado que me passava apercebido pelo acréscimo de preços ou era a violência da indústria em crescimento e por outro lado muito charlatanismo politicizado e aplaudido pelos inseguros, ou mesmo a ganância da corrupção presente em cada esquina.&lt;br /&gt;Isso tudo por que a minha exclusão me incluia&lt;i&gt; in generis &lt;/i&gt;aos pobres e aos mais afectados por aquilo que tradicionalmente chamamos de "sistema". A quem lançamos a culpa. Mas com quem mais poderia me incluir? não faz sentido excuir-se sem qualquer inclusão em outro grupo. Não valiam os meios, nem as virtudes mas o facto de eu considerar que haviam outros que platonicamente se incluiriam no meu lamento foi uma &lt;a href="http://www.blogger.com/goog_1056530351"&gt;motivação única para fortalecer a minha convicção que o descontentamento com o presente representa claramente essa mudança de pensamento geracional, que outrora tendíamos a aplaudir.&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_1056530351"&gt;Hoje, mais do que nunca mais vale ser o que sou...não sou da viragem, não sou da mudança, mas sou da transformação! transformação essa que implica uma mudança real ao pensamento, negação da atitude débil de devedor e agir para poder alcançar mais do que eu poderia imaginar: a real liberdade de ser o que sou. Parte de uma geração de negação do mal que assola o quotidiano e agir para o melhor dos mais fracos e vulnerabilizados.&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sou da geração &lt;i&gt;sheeta/shita/chita&lt;/i&gt; que não concorda com o vampirismo em crescimento na sociedade, que não apela a cortesia da maldade, que não pactua com a irracionalidade desenfreada da ganância....&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ted.com/talks/george_ayittey_on_cheetahs_vs_hippos.html"&gt;http://www.ted.com/talks/george_ayittey_on_cheetahs_vs_hippos.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-8802387454619091076?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/8802387454619091076/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=8802387454619091076' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/8802387454619091076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/8802387454619091076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2011/07/os-zuzuns-de-uma-geracao-de.html' title='Os zuzuns de uma geração de transformação!!!!'/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-2140091920351032390</id><published>2011-01-13T00:25:00.000-08:00</published><updated>2011-01-13T00:25:45.220-08:00</updated><title type='text'>O Homem é Aquilo que lê !!! (falácia)</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFIELDU%7E1%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Os grandes desafios actuais da escolaridade em Moçambique mostraram claramente que muitos alunos do ensino primário e infelizmente também estudantes do ensino universitário lêem pouco. O que isso significa? Signfica que por mais tópicos de leitura que o professore dê eles somente lêem o que estiver disponível, ou por outra, há maior preocupação em “fingir que se lê” do que em “ler o que finjo”. Este diámetro entre o ler e o ser constitui a incognita do educador. Por que o conhecimento constitui uma chave para desvendar o mundo. Mas de que nos importa o mundo se no fundo o que queremos é dinheiro e vida boa? Essa questão deve ser analisada em outros meios com outros fins pretendidos, contudo está mais que claro que a leitura é um exercício considerado complicado, por considerer-se que mais vale ver um filme, telenovela ou jogar o playstation que inventar motivos para fechar-se em um quarto ou biblioteca e ler. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://staff.harrisonburg.k12.va.us/%7Esdinsmore/Bookworm%20reading.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="278" src="http://staff.harrisonburg.k12.va.us/%7Esdinsmore/Bookworm%20reading.gif" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;O hábito é que faz o monge e o monge é um homem de hábitos, essa sequela é inconfundível pela profundeza da relação. O homem é aquilo que lê, ou é os livros que leu. Consideramos que as diversas formas de literatura com que nos deparamos de certa forma condiciona o comportamento humano através da habilidade de enquadramento dos cenários lidos com o nosso imaginário e da relação deste com o quotidiano. Quer dizer portanto que se não leio não sou ou não existo? Não propriamente, a desventura do facto de não-leitor leva o homem a uma total ignorância, e Wittgenstein defendeu claramente a linguagem que falamos representam o horizonte do mundo em que vivemos, se aprendi que mais vale dizer “quadrado” e não percebo o que significa o termo “paralelopípedo”, está mais que claro que a minha intervenção em certos meios estará reduzida a possibilidade das palavras que uso e delas a percepção do mundo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Complicado?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Acredito que não, se uma criança de cinco anos entra numa aula de metafísica num anfiteatro universitário ou vai a uma palestra de física quântica, claramente ela se considerará desenquadrada ou perdida, por que o universo do seu vocabulário ainda não apreendeu novos conceitos possíveis de dialogar com metafísicos e físicos. Consideraremos então que a criança de cinco anos encontra-se numa condição de inexistência académica no círculo dos metafísicos e académicos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Claro!?!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Quanto a leitura? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;O homem que lê livros religiosos é considerado religioso, o homem que lê romances é considerado romântico, a mulher que lê livros de culinária é considerada cozinheira. Ora, os livros que leio desenham o que sou para mim e de certa forma o que&amp;nbsp; também sou para os outros. Se não leio não sou e se sou é porque leio!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Capisce?!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-2140091920351032390?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/2140091920351032390/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=2140091920351032390' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/2140091920351032390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/2140091920351032390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2011/01/o-homem-e-aquilo-que-le-falacia.html' title='O Homem é Aquilo que lê !!! (falácia)'/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-7635095491831590390</id><published>2011-01-07T00:34:00.000-08:00</published><updated>2011-01-07T00:34:37.551-08:00</updated><title type='text'>TED WILLIAMS: De mendigo a estrela de rádio e televisão</title><content type='html'>&lt;div id="textContainer"&gt;&lt;ishort&gt;UM mendigo com excelente voz de rádio teve  a sua vida transformada, passando a locutor de rádio e com um salário  de milhares de dólares, isto em menos de 24 horas. O insólito caso  deu-se nos Estados Unidos da América, quando Ted Williams, morador de  rua na cidade de Columbus viu o seu vídeo exibido no site YouTube, onde  aparecia exibindo os seus dotes de “grande locutor”. Imediatamente,  começaram a chegar propostas de emissoras de rádio e televisão e até  doações de milhares de dólares para ele.&lt;/ishort&gt;&lt;div class="dataNoticia"&gt;Maputo, Sexta-Feira, 7 de Janeiro de 2011&lt;span class="menuBoxTitleRed"&gt;:: &lt;/span&gt;Notícias                   &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="transparente"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div id="textContainer"&gt;&lt;div class="textContent"&gt;&lt;itext&gt;Tudo começou com a  curiosidade do cinegrafista, Doral Chenoweth, que decidiu “brincar” com  o mendigo que exibia uma placa com os dizeres “Tenho o dom divino da  voz, sou um ex-locutor de rádio que caiu em desgraça”. &lt;br /&gt;Com a sua  câmara, Chenoweth deu dinheiro ao mendigo com a condição de que devia  “trabalhar”, o que não era mais do que demonstrar os dotes da divina voz  que dizia ter. &lt;br /&gt;A espectacular voz do mendigo foi então  registada, numa gravação que comoveu dezenas de milhar de pessoas no  YouTube, trazendo milhares de pessoas à sua causa. E em poucas horas,  milhares de utilizadores do site já estavam a promover o talento de  Williams.&lt;br /&gt;Para além de ajudarem a promover o vídeo, começaram a  “chover” milhares de dólares em doações. E um ouvinte anónimo ofereceu  15 mil dólares norte-americanos a uma rádio local para ajudar a pagar os  primeiros salários de “radialista mendigo”, enquanto outros programas  de rádio e televisão manifestavam o seu interesse em exibir, e até mesmo  contratar, sua voz grave e suave.&lt;br /&gt;No entanto, enquanto se  promovia o talento de Ted Williams e surgiam propostas de emprego, ele  continuava sem saber de nada, para além de que ninguém o conseguia  encontrar.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://i.dailymail.co.uk/i/pix/2011/01/06/article-1344671-0CAAD6A6000005DC-257_306x423.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://i.dailymail.co.uk/i/pix/2011/01/06/article-1344671-0CAAD6A6000005DC-257_306x423.jpg" width="231" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;As propostas simplesmente não chegavam ao maior  interessado que não tinha residência, telefone e muito menos acesso à  Internet para saber que já havia se tornado uma celebridade  internacional e que não precisava mais pedir esmolas. &lt;br /&gt;Só no final  da tarde de quarta-feira é que Ted Williams foi localizado e informado  da boa nova. E na manhã de ontem ele já estava a dar entrevistas a uma  rádio local, e foi publicada no YouTube. &lt;br /&gt;Para além da fama  instantânea, doações em dinheiro e propostas de emprego, Williams também  já ganhou uma casa nova e uma segunda possibilidade de fazer valer o  seu talento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/1162307"&gt;http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/1162307 &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/itext&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-7635095491831590390?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/7635095491831590390/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=7635095491831590390' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/7635095491831590390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/7635095491831590390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2011/01/ted-williams-de-mendigo-estrela-de.html' title='TED WILLIAMS: De mendigo a estrela de rádio e televisão'/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-5604713298556598086</id><published>2011-01-06T03:21:00.000-08:00</published><updated>2011-01-06T03:25:07.746-08:00</updated><title type='text'>Para filósofos, revelações do Wikileaks transformam relações de poder</title><content type='html'>&lt;div class="article-header-title"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="article-header-photo"&gt;&lt;div class="aef-image"&gt;&lt;img alt="Capa do jornal francês Liberation" height="257" src="http://www.portugues.rfi.fr/sites/portugues.filesrfi/dynimagecache/0-6-339-253-344-257/sites/images.rfi.fr/files/aef_image/LIBER.gif" title="Capa do jornal francês Liberation" width="344" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="aef-image-infos" style="width: 344px;"&gt;&lt;div class="aef-image-infos-title-legend"&gt;Capa do  jornal francês Liberation &lt;br /&gt;&lt;div class="aef-image-infos-credits"&gt;Liberation.fr&lt;/div&gt;&lt;div class="aef-image-infos-credits"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="article-header-intro"&gt;&lt;div class="article-main-authors"&gt;&lt;a class="tags-item-tags-auteur" href="http://www.portugues.rfi.fr/auteur/elcio-ramalho"&gt;Elcio Ramalho *&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="article-main-authors"&gt;&amp;nbsp;          &lt;/div&gt;A revelação de documentos secretos da diplomacia americana  pelo site Wikileaks continua rendendo manchetes na imprensa francesa. Em  sua edição desta quinta-feira, feita com a participação de  intelectuais, o jornal &lt;i&gt;Libération&lt;/i&gt; publica várias análises sobre  o escândalo que agita a política internacional.&lt;/div&gt;&lt;div class="article-main-text"&gt;Com o título "a ditadura da transparência", a psicanalista  francesa Elisabeth Roudinesco chama os hackers que tiveram acesso e  divulgaram os documentos secretos de Robin Woods de um movimento  anti-globalização suspeito que pretendem demonstrar a todos os  internautas que governos de todo mundo organizam verdadeiros complôs  contra os cidadãos.&lt;br /&gt;Para Roudinesco, o caso revela que os governantes hoje são vítimas da  mesma ditadura da transparência que atinge os cidadãos e também que os  meios de comunicação se tornaram tão poderosos quanto os líderes  mundiais nos destinos no mundo. &lt;br /&gt;Já o escritor italiano Umberto Eco entende que as revelações provocam  esse barulhão todo  porque,  de um lado, confirmam o que muitos já  sabiam. &lt;br /&gt;Depois da Segunda Guerra mundial, as embaixadas se transformaram em  centros de espionagem. E, por outro, o fato de um hacker, o pirata de  computador, ter acesso e espalhar documento secretos da maior potência  do mundo, representa um golpe duro no departamento de Estado americano e  muda a dinâmica das relações entre cidadão e poder.&lt;br /&gt;Se até então, um governo podia controlar até onde uma pessoa passou a  noite de hotel, agora o cidadão, ou pelo menos um hacker, pode conhecer  os segredos do poder. &lt;br /&gt;Como um poder que não consegue manter seus próprios segredos poderá se  manter? Quais serão as consequências deste golpe imposto a um poder tão  influente?  questiona Umberto Eco. O escritor imagina que após tantos  progressos tecnológicos, haverá uma volta ao tempo onde informações  serão guardadas apenas no papel e em gavetas trancadas à chave. Não será  estranho pensar que as práticas políticas e as técnicas de comunicação  voltarão ao tempo das charretes, brinca Umberto Eco.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Socialistas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O conservador &lt;i&gt;Le Figaro&lt;/i&gt; dedica sua manchete a um tema da  política local ; as relações de poder dentro do Partido Socialista, o  maior partido de oposição. O jornal informa que a postura silenciosa de  Martine Aubry, secretária-geral do Partido Socialista, preocupa muitos  partidários especialmente depois de Segolène Royal ter manifestado sua  intenção de novamente concorrer  às eleições presidenciais de 2012.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Euro&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A crise do euro é a manchete do econômico &lt;i&gt;Les Echos&lt;/i&gt;. Para o  jornal, o Banco Central Europeu enfrenta alguns desafios imposos pelos  mercados. Em sua última reunião, o Conselho dos governadores do BCE deve  manter ou ampliar as medidas que têm provocado uma reação das bolsas e  valorizado a moeda única europeia, diz o jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: blue;"&gt;* &lt;/span&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.portugues.rfi.fr/geral/20101202"&gt;http://www.portugues.rfi.fr/geral/20101202&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-5604713298556598086?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/5604713298556598086/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=5604713298556598086' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/5604713298556598086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/5604713298556598086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2011/01/para-filosofos-revelacoes-do-wikileaks.html' title='Para filósofos, revelações do Wikileaks transformam relações de poder'/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-1203456385724236525</id><published>2011-01-06T01:35:00.000-08:00</published><updated>2011-01-06T01:35:37.088-08:00</updated><title type='text'>Novo centro de documentação pretende impulsionar investigação sobre Nietzsche</title><content type='html'>&lt;div class="partNav"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="clearing"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="picBoxDetailTop" style="width: 194px;"&gt;&lt;a href="http://www.dw-world.de/popups/popup_lupe/0,,5870670,00.html" onclick="return openPopup(this.href,'Image','picPopup');" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Codiretor Ralf Eichberg folheia um dos 7 mil volumes do acervo" border="0" src="http://www.dw-world.de/image/0,,5870087_1,00.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="captionBox"&gt;&lt;i class="caption"&gt;&lt;a href="http://www.dw-world.de/popups/popup_lupe/0,,5870670,00.html" onclick="return openPopup(this.href,'Image','picPopup');" target="_blank"&gt;&lt;span&gt;Großansicht des Bildes  mit der Bildunterschrift: &lt;/span&gt;Codiretor Ralf Eichberg folheia um dos 7  mil volumes do acervo&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="detailTeaserBox" style="width: 374px;"&gt;&lt;h4 class="detailContentTeasertext"&gt; O edifício finalizado ao lado da residência materna de Nietzsche, em  Naumburg, deverá abrigar o maior acervo bibliográfico particular sobre a  recepção desse pensador que viria a marcar profundamente o século 20.&lt;/h4&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="clearing"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;A obra do  filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900) vai ganhar mais um  espaço de investigação com a planejada abertura do Centro de  Documentação Nietzsche (Nietzsche-Dokumentationszentrum) em Naumburg, em  outubro próximo. &lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span class="picBoxInlineEven" style="width: 194px;"&gt;&lt;!-- width= Bildbreite +2--&gt;&lt;a href="http://www.dw-world.de/popups/popup_lupe/0,,5870670_ind_1,00.html" onclick="return openPopup(this.href,'Image','picPopup');" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Construção do centro de documentação começou em 2008" border="0" height="143" src="http://www.dw-world.de/image/0,,5870083_1,00.jpg" width="194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i class="caption"&gt;&lt;span&gt;Bildunterschrift: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.dw-world.de/popups/popup_lupe/0,,5870670_ind_1,00.html" onclick="return openPopup(this.href,'Image','picPopup');" target="_blank"&gt;&lt;span&gt;Großansicht des Bildes  mit der Bildunterschrift: &lt;/span&gt;&lt;span class="symMagnifier"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Construção  do centro de documentação começou em 2008&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;A iniciativa surgiu  em 2000, centenário da morte do filósofo, quando a cidade de Naumburg –  onde Nietzsche passou grande parte de sua vida – recebeu a oferta de  adquirir a biblioteca do germanista norte-americano Richard Frank  Krummel, considerada a maior coleção particular sobre a recepção desse  filósofo no espaço de língua alemã. &lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span class="picBoxInlineUneven" style="width: 194px;"&gt;&lt;!-- width= Bildbreite +2--&gt;&lt;a href="http://www.dw-world.de/popups/popup_lupe/0,,5870670_ind_2,00.html" onclick="return openPopup(this.href,'Image','picPopup');" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Casa Nietzsche em Naumburg" border="0" height="143" src="http://www.dw-world.de/image/0,,5870179_1,00.jpg" width="194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i class="caption"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span class="picBoxInlineUneven" style="width: 194px;"&gt;&lt;i class="caption"&gt;&lt;span&gt;Bildunterschrift: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.dw-world.de/popups/popup_lupe/0,,5870670_ind_2,00.html" onclick="return openPopup(this.href,'Image','picPopup');" target="_blank"&gt;&lt;span&gt;Großansicht des Bildes  mit der Bildunterschrift: &lt;/span&gt;&lt;span class="symMagnifier"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Casa  Nietzsche em Naumburg&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;A aquisição do acervo  Krummel foi o ponto de partida para a fundação do centro de  documentação, que&amp;nbsp;será instalado em um novo edifício&amp;nbsp;ao lado da Casa  Nietzsche, em Naumburg. &lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;Segundo Ralf  Eichberg, codiretor&amp;nbsp;do centro de documentação, o volume do novo acervo  bibliográfico – que se estenderá por 520 metros quadrados – não poderia  ser abrigado no museu-casa, que deverá ser mantido intacto para visitas  públicas. &lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;O novo edifício,  construído ao lado da residência materna de Nietzsche, está praticamente  finalizado. "Hoje ou amanhã os andaimes deverão ser desmontados",  declarou Eichberg à Deutsche Welle nesta quinta-feira (05/08).&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;b&gt;Obra dispersa, e  controversa&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;A inquieta trajetória  intelectual e pessoal de Friedrich Nietzsche torna-se de certa forma  legível nos lugares onde viveu, muitos dos quais guardam até hoje os  rastros de sua passagem. &lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span class="picBoxInlineEven" style="width: 194px;"&gt;&lt;!-- width= Bildbreite +2--&gt;&lt;a href="http://www.dw-world.de/popups/popup_lupe/0,,5870670_ind_3,00.html" onclick="return openPopup(this.href,'Image','picPopup');" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Naumburg em 2005" border="0" height="143" src="http://www.dw-world.de/image/0,,3033572_1,00.jpg" width="194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i class="caption"&gt;&lt;span&gt;Bildunterschrift:  &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.dw-world.de/popups/popup_lupe/0,,5870670_ind_3,00.html" onclick="return openPopup(this.href,'Image','picPopup');" target="_blank"&gt;&lt;span&gt;Großansicht des Bildes  mit der Bildunterschrift: &lt;/span&gt;&lt;span class="symMagnifier"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Naumburg  em 2005&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;Naumburg, localidade  com menos de 30 mil habitantes situada entre Leipzig e Weimar, foi onde  Friedrich Nietzsche passou, a partir dos cinco anos de idade, sua  infância e adolescência, e para onde retornou em 1890, permanecendo  durante anos sob os cuidados da mãe, após ter sofrido um colapso  psíquico do qual nunca mais se recuperaria. &lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;Também foi em  Naumburg que sua irmã, Elisabeth Förster-Nietzsche, criou nesta mesma  época o Arquivo Nietzsche, aproveitando-se do crescente renome do irmão.  Logo o arquivo seria transferido para as imediações de Weimar, onde a  poeta suíça Meta von Salis-Marschlins colocou à disposição da família,  em 1897, a residência onde Nietzsche passaria os últimos anos de sua  vida, aos cuidados da irmã. &lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span class="picBoxInlineUneven" style="width: 194px;"&gt;&lt;!-- width= Bildbreite +2--&gt;&lt;a href="http://www.dw-world.de/popups/popup_lupe/0,,5870670_ind_4,00.html" onclick="return openPopup(this.href,'Image','picPopup');" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Villa Silberblick, última residência de Friedrich Nietzsche, perto de Weimar" border="0" height="143" src="http://www.dw-world.de/image/0,,5870257_1,00.jpg" width="194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i class="caption"&gt;&lt;span&gt;Bildunterschrift:  &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.dw-world.de/popups/popup_lupe/0,,5870670_ind_4,00.html" onclick="return openPopup(this.href,'Image','picPopup');" target="_blank"&gt;&lt;span&gt;Großansicht des Bildes  mit der Bildunterschrift: &lt;/span&gt;&lt;span class="symMagnifier"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Villa  Silberblick, última residência de Friedrich Nietzsche, perto de Weimar&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;Essa residência, cujo  interior foi inteiramente reformado pelo arquiteto belga Henry van de  Velde na época, pode ser visitada hoje como mais um dos marcos da vida  de Nietzsche, embora a biblioteca do filósofo tenha sido incorporada à  Anna Amalia Bibliothek na década de 1940. Também foi nessa época que  parte dos manuscritos e todo material de arquivo foram transferidos para  o Arquivo Goethe-Schiller, também abrigado em Weimar.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;Outra parte dos  manuscritos de Nietzsche se encontra, por sua vez, na biblioteca da  Universidade da Basileia, onde o filósofo trabalhou de 1869 a 1879. Foi  para lá que seus amigos levaram parte de seus escritos, reagindo à  tentativa de falsificação por parte de sua irmã. &lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span class="picBoxInlineEven" style="width: 194px;"&gt;&lt;!-- width= Bildbreite +2--&gt;&lt;a href="http://www.dw-world.de/popups/popup_lupe/0,,5870670_ind_5,00.html" onclick="return openPopup(this.href,'Image','picPopup');" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Friedrich Nietzsche" border="0" height="143" src="http://www.dw-world.de/image/0,,4219136_1,00.jpg" width="194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i class="caption"&gt;&lt;span&gt;Bildunterschrift:  &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.dw-world.de/popups/popup_lupe/0,,5870670_ind_5,00.html" onclick="return openPopup(this.href,'Image','picPopup');" target="_blank"&gt;&lt;span&gt;Großansicht des Bildes  mit der Bildunterschrift: &lt;/span&gt;&lt;span class="symMagnifier"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Friedrich  Nietzsche&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;Elisabeth  Förster-Nietzsche – que na década de 1880 vivera no Paraguai o fracasso  da colônia "ariana" Nueva Germania, fundada pelo seu marido Bernhard  Förster – não deixou de ter êxito em sua tentativa de adulterar a obra  do irmão como corroboração da ideologia antissemita. Foi&amp;nbsp;na Basileia,  entretanto, que se desenvolveu outra tradição de estudos nietzscheanos,  independente da cooptação do filósofo pelo nazismo. &lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;b&gt;Para além da  reconstituição filológica&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;O novo centro de  documentação em Naumburg não se vê em concorrência, no entanto, com  outros acervos da obra de Nietzsche, como Weimar ou Basileia.&amp;nbsp;Ralf  Eichberg explica que o centro se dedicará exclusivamente à recepção da  obra do filósofo, sem qualquer pretensão de colecionar manuscritos ou  relíquias. &lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;&lt;span class="freePicBox" style="width: 590px;"&gt;&lt;img alt="Novo Centro de Documentação Nietzsche em Naumburg " border="0" height="332" src="http://www.dw-world.de/image/0,,5870085_1,00.jpg" width="590" /&gt;&lt;i class="caption"&gt;&lt;span&gt;Bildunterschrift: &lt;/span&gt;Novo  Centro de Documentação Nietzsche em Naumburg &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;Ao lado das funções  museológica e pedagógica, a nova instituição pretende sobretudo oferecer  condições de pesquisa para estudiosos de Nietzsche. Isso inclui não só  abertura do acervo bibliográfico Krummel, cujos 7 mil volumes e inúmeros  artigos esparsos ainda deverão ser catalogados nos próximos tempos, mas  também a realização de simpósios e congressos sobre a obra do filósofo.  &lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;Para Eichberg, a  disponibilização pública da biblioteca Krummel coincide também com o  redirecionamento dos estudos nietzscheanos, que durante muito tempo  mantiveram um viés estritamente filológico, ocupados em restabelecer a  autenticidade dos textos falsificados. &lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 6pt;"&gt;A biblioteca do novo  centro de documentação poderá dar um novo impulso à investigação  científica, pois oferece subsídios para o estudo de múltiplos aspectos  da recepção de Nietzsche, não só filosóficos, mas também literários e  culturais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Autora: Simone Lopes&lt;br /&gt;Revisão: Roselaine Wandscheer&lt;br /&gt;Fonte:&lt;a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5870670,00.html"&gt;http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5870670,00.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-1203456385724236525?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/1203456385724236525/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=1203456385724236525' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/1203456385724236525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/1203456385724236525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2011/01/novo-centro-de-documentacao-pretende.html' title='Novo centro de documentação pretende impulsionar investigação sobre Nietzsche'/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-2862066001074159250</id><published>2011-01-05T07:05:00.000-08:00</published><updated>2011-01-05T07:09:53.958-08:00</updated><title type='text'>Morreu Malangatana, o pintor Moçambicano</title><content type='html'>O pintor-mor moçambicano Malangatana Valente Ngwenya faleceu esta quarta-feira&amp;nbsp; 5 de Janeiro de 2011, deixando para trás uma vasta obra artística que vão de poemas á quadros. Malangatana  era um exemplo para muitos artistas e percursor de um movimento artístico que revolucionou Moçambique. Seus ideais e suas paixões representaram a fonte de inpiração para muitos moçambicanos e não-moçambicanos. A sua identidade jamais abandonada, faz um eco de guerrilheiro oculto disparando silenciosamente na profundidade das almas moçambicanas.&lt;br /&gt;Claro que ficarão muitos, mas, se foi sabemos que foi para um panteão digno da sua honra e peso. &lt;br /&gt;Para os filósofos, Ma&lt;br /&gt;langatana representa o pico da reflexão estética sobre a existência moçambicana. O que abriu uma possibilidade infinita de reprodução de questionamentos sobre o significado da identidade. Seus contributos únicos fazem dele um ícone inconfundível dos sonhos dos nossos passados e a ansiedade do nosso futuro.&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/TSSHg16Z2OI/AAAAAAAAADk/5G7r9MOfk6E/s1600/Malangatana.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://3.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/TSSHg16Z2OI/AAAAAAAAADk/5G7r9MOfk6E/s320/Malangatana.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Mestre Malangatana Valente Ngwenya (1936-201&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Seus contos à volta da fogueira, seus blues espontâneos lembrarão o homem majestoso que foi, o pintor da Marrabenta, da txitxuketa e da Ngalanga. O moçambicano enraízado na profundidade de seus quadros explorando o quotidiano de seus irmãos e os seus próprios sonhos.&lt;br /&gt;No fim de tudo o seu píncel ecoará profundamente em nossos olhos e a sua voz rir-se-á comicamente onde estiver daqueles que com ele cantaram, choraram e dançaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paz á Sua Alma&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-2862066001074159250?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/2862066001074159250/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=2862066001074159250' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/2862066001074159250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/2862066001074159250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2011/01/morreu-malangatana-o-pintor-mocambicano.html' title='Morreu Malangatana, o pintor Moçambicano'/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/TSSHg16Z2OI/AAAAAAAAADk/5G7r9MOfk6E/s72-c/Malangatana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-4765804970422229100</id><published>2010-11-17T02:04:00.002-08:00</published><updated>2010-11-17T02:04:43.117-08:00</updated><title type='text'>Simpósio de Filosofia em Maputo no dia Mundial de Filosofia</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFIELDU%7E1%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/TOOn2LohMVI/AAAAAAAAADc/4POAhX1qkUk/s1600/The+scribe-1894.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="183" src="http://4.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/TOOn2LohMVI/AAAAAAAAADc/4POAhX1qkUk/s200/The+scribe-1894.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;No dia 18 de Novembro comemora-se o Dia Mundial da Filosofia instituído pela UNESCO desde 2002 para lembrar a importância dessa clássica discplina para a humanidade em progresso. Em Moçambique a Universidade Pedagógica deu início a estas festividades com o Primeiro Congresso Internacional de Filosofia realizado sob o lema “&lt;i&gt;Filosofia e Metamorfoses Sociais na CPLP&lt;/i&gt;”. Para dar continuaidade as festividades as Universidades São Tomás de Moçambique, Universidade Eduardo Mondlane e Universidade Pedagógica vieram em conjunto programar um Simpósio de Filosofia sob o lem "A Importância de Filosofia em Moçambique".&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;O Simpósio decorrerá as 16h na Universidade São Tomás de Moçambique em Maputo, estão todos convidados a participar para mais um banquete da Sabedoria. &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-4765804970422229100?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/4765804970422229100/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=4765804970422229100' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/4765804970422229100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/4765804970422229100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2010/11/simposio-de-filosofia-em-maputo-no-dia.html' title='Simpósio de Filosofia em Maputo no dia Mundial de Filosofia'/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/TOOn2LohMVI/AAAAAAAAADc/4POAhX1qkUk/s72-c/The+scribe-1894.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-8057729294734362328</id><published>2010-11-17T02:02:00.001-08:00</published><updated>2010-11-17T02:02:29.144-08:00</updated><title type='text'>Simpósio de Filosofia em Mpauto no dia Mundial de Filosofia</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFIELDU%7E1%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/TOOn2LohMVI/AAAAAAAAADc/4POAhX1qkUk/s1600/The+scribe-1894.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="183" src="http://4.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/TOOn2LohMVI/AAAAAAAAADc/4POAhX1qkUk/s200/The+scribe-1894.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;No dia 18 de Novembro comemora-se o Dia Mundial da Filosofia instituído pela UNESCO desde 2002 para lembrar a importância dessa clássica discplina para a humanidade em progresso. Em Moçambique a Universidade Pedagógica deu início a estas festividades com o Primeiro Congresso Internacional de Filosofia realizado sob o lema “&lt;i&gt;Filosofia e Metamorfoses Sociais na CPLP&lt;/i&gt;”. Para dar continuaidade as festividades as Universidades São Tomás de Moçambique, Universidade Eduardo Mondlane e Universidade Pedagógica vieram em conjunto programar um Simpósio de Filosofia sob o lem "A Importância de Filosofia em Moçambique".&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;O Simpósio decorrerá as 16h na Universidade São Tomás de Moçambique em Maputo, estão todos convidados a participar para mais um banquete da Sabedoria. &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-8057729294734362328?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/8057729294734362328/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=8057729294734362328' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/8057729294734362328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/8057729294734362328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2010/11/simposio-de-filosofia-em-mpauto-no-dia.html' title='Simpósio de Filosofia em Mpauto no dia Mundial de Filosofia'/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/TOOn2LohMVI/AAAAAAAAADc/4POAhX1qkUk/s72-c/The+scribe-1894.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-7983910791969830605</id><published>2010-10-27T00:40:00.000-07:00</published><updated>2010-10-27T02:05:18.084-07:00</updated><title type='text'>CONGRESSO INTERNACIONAL DE FILOSOFIA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/TMfqV1JLXhI/AAAAAAAAADU/LawAr6VVIKQ/s1600/Filosofia.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/TMfqV1JLXhI/AAAAAAAAADU/LawAr6VVIKQ/s1600/Filosofia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;O departamento de filosofia da UP realizará um congresso em parceria com outras instituições académicas e comunidade internacional, o Congresso Internacional de Filosofia subordinado ao tema " &lt;i&gt;Filosofia e Metamorfoses Sociais na CPLP&lt;/i&gt;"&amp;nbsp; entre os dias 02 a 04 de Novembro de 2010 que visa trazer a debate questões relativas às teorias e práticas avaliativas e educativas e como estas acompanham os processos sociais nos diferentes países das Comunidades dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP).A CPLP tem historicamente espaços de contacto que lhes permitem uma certa comparação&lt;br /&gt;política, social e cultural. Portugal conheceu até 1974 um regime totalitário, que aliás foi&lt;br /&gt;responsavel dos sistemas coloniais nos países africanos. O Brasil conheceu regimes militares&lt;br /&gt;opressivos e anti-democráticos.&lt;br /&gt;No caso de Moçambique, a experiência da Filosofia pode ser dividida em três partes: a primeira&lt;br /&gt;remonta ao tempo colonial onde a Filosofia se prestava ao jogo da justificação da então situação&lt;br /&gt;de dominação; a segunda fase que é depois da independência em 1975, a Filosofia foi&lt;br /&gt;maioritariamente orientada para vertente marxista, constituindo um instrumento ideológico no&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/TMfqakdu1MI/AAAAAAAAADY/ZWTWo9SupjU/s1600/O+pensador.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/TMfqakdu1MI/AAAAAAAAADY/ZWTWo9SupjU/s1600/O+pensador.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;contexto da orientação socialista; na terceira fase, a pós-marxista, a Filosofia é convocada a fazer&lt;br /&gt;frente a três desafios principais: superar o &lt;i&gt;deficit &lt;/i&gt;epistemológico; repensar fundamentos éticos&lt;br /&gt;e pensar os fundamentos políticos na democracia&lt;br /&gt;emergente.&lt;br /&gt;O evento decorrerá no Campus Universitário da UP no antigo edifício da FCNM, vulgo "Lhanguene" a partir das 07.30h&lt;br /&gt;ESTÃO TODOS CONVIDADOS PARA PARTICIPAR NESTE BANQUETE&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-7983910791969830605?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/7983910791969830605/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=7983910791969830605' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/7983910791969830605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/7983910791969830605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2010/10/congresso-internacional-de-filosofia.html' title='CONGRESSO INTERNACIONAL DE FILOSOFIA'/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/TMfqV1JLXhI/AAAAAAAAADU/LawAr6VVIKQ/s72-c/Filosofia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-8902225074489244307</id><published>2010-10-18T04:45:00.000-07:00</published><updated>2010-10-18T04:45:48.465-07:00</updated><title type='text'>Achille Mbembe pela abolição das fronteiras herdadas da colonização. -entrevista de Norbert N. Ouendji</title><content type='html'>Achille Mbembe pela abolição das fronteiras herdadas da colonização. -entrevista de Norbert N. Ouendji&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo da grande escuridão – Ensaio sobre a África descolonizada. É o titulo do último livro de Achille Mbembe, que acaba de sair pela “La Découverte”. Norbert N. Ouendji leu atentamente este livro, rico e bem documentado, escrito em memória de Franz Fanon e Jean-Marc Ela, dois “pensadores do futuro”. Mesmo com a sua agenda cheia, o autor, atualmente lecionando nos Estados Unidos (Duke University), aceitou esclarecer idéias que permitem uma melhor compreensão de sua filosofia e trajetória. Nesta entrevista, vai além do texto centrado em questões ligadas à colonização e aborda assuntos que estão na ordem do dia dos debates africanos atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achillle Mbembe intima o continente a “sair da escuridão”. O seu estado de sono profundo atual preocupa-o. Ao longo do livro, vai ao encontro de Franz Fanon ao convidar os africanos a olharem para lá da Europa se querem “erguer-se e caminhar”… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que, simplismente, um novo mundo se desenha aos nossos olhos. A Europa deixou de ser o centro do mundo, ainda que continue um ator importante internacionalmente. Destruída pelo narcisismo e pela ferida do estatuto perdido, gira em torno de si mesma e os africanos perdem tempo querendo se erguer tendo a Europa como modelo ou se envolvendo em disputas de outros tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A China tera então algo a dizer? Pergunto porque sublinhou que um dos fatos mais importantes dos próximos 50 anos será a presença, em África, do império chinês, onde numerosos investimentos são já  visíveis em muitos países do continente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que o projeto sino-africano se torne um evento positivo de suas histórias, os africanos terão que lhe dar corpo e alma. No momento, este projeto segue uma lógica puramente extrativista e desta forma será preciso reforçar as bases materiais dos reinos locais e das classes sociais que as sustentam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ilustração de Margarida Girãoilustração de Margarida GirãoEsta lógica está bem desenvovida no seu livro. Compreendemos que os potentados locais, dos quais falou, são inertes face ao grande sono africano que descreve e denuncia. Mas o que chama a atenção do leitor é a relação que estabelece entre esta situação e a colonização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não ajudou. De todos os pontos de vista, a herança deixada pela colonização foi mediocre. As políticas pós-coloniais não fizeram muito melhor: a pobreza de espírito lembra bastante a respeito dos líderes coloniais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A este propósito, não tem muita estima quanto à França. Acha que esta antiga força colonial “descolonizou sem se auto-descolonizar” ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A colonização francesa terminou e, com muito custo, houve uma transferência de poderes. Isto não significa o mesmo que a “descolonização”, se entendermos por “descolonização” um projeto radical, de recomeço. Por outro lado, se a colonização foi uma forma primitiva de dominação de raças, não podemos pretender ter-nos descolonizado se, afinal, não desmantelámos as armas físicas e as estruturas materiais e institucionais que alimentaram o racismo.&lt;br /&gt;A França de hoje – como também grande parte da Europa – se encontra na tormenta de uma fomidável lógica racial, que nem tem já vergonha de se proclamar como tal. O velho país de “direitos do Homem” está possuído por um desejo confuso de provincianizar e, devo dizer mesmo se a palavra soa forte, pelo espírito de um demônio, que todos nós conhecemos: o demónio do apartheid. Como compreender este sonho maluco de uma comunidade pura, composta por “pessoas de descendência”, fechadas em suas “tradições” e livres de  “estrangeiros”?&lt;br /&gt;A instrumentalização descarada do Islão, espécie de guerra social armada contra os jovens franceses não brancos da periferia, um tipo de culturalismo grosseiro que se utiliza para dar conta dos problemas de discriminação, a raiva cultivada contra os imigrantes, as deportações dos mais fracos e dos mais vuneráveis, os projetos de perda da nacionalidade – tudo isso, literalmente, fede.&lt;br /&gt;As elites africanas seguem atentos estes infelizes desenvolvimentos e não conheço ninguém que gostaria, em pleno século XXI, de viver sob o regime de lutas permanentes e de humilhação cotidiana que é o apartheid.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Achille Mbembe, a descolonização é então um processo inalcançado, ao mesmo nível que a democratização. O senhor fala de uma descolonização “fictícia”, dando assim a impressão que os africanos têm ainda um longo caminho à percorrer para contribuir positivamente para aquilo que chama de “declosão do mundo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo por “descolonização fictícia” uma descolonização sem democratização ou, ainda, no caso da África austral, sem “desracialização”. É assim, um tipo de descolonização onde o chefe te manda para casa, mas guarda na cintura a bolsa com as chaves.&lt;br /&gt;Posto isto, hoje não é mais o caso de lutar contra um ocupante estrangeiro, mas contra nós mesmos. E claro que as estruturas de exploração e de desigualdades a nivel mundial ainda estão presentes. Mas as suas consequências são tanto mais desastrosas como, num plano interno, África é mole e gelatinosa. Suas forças estão dispersas e sua energia dissipada pela crueldade, pelas depredações e pelas desordens internas. O continente precisa constituir o seu próprio centro para atingir a descolonização. É preciso conquistar este trabalho num contexto particular e arriscado: o contexto da globalização e o começo de uma balkanização do nosso mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, como disse, a descolonização foi somente “fictícia”, como podemos justificar a celebração, neste ano de 2010, do cinquentenário das independências?&lt;br /&gt;Do meu ponto de vista, não há efetivamente nada a celebrar. Em 1960, certos países africanos estavam avançando com a Coréia do Sul. Onde é que estamos cinquenta anos depois? Não confundiremos ninguém vestindo farrapos, o que manifestamente, é igual a estar nú.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu livro aparece precisamente no momento desta celebração. Foi uma contribuição para o debate ou uma simples coincidência?      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós precisamos de uma reflexão crítica se queremos desbloquear os caminhos do futuro. Este trabalho crítico, ninguém o fará em nosso lugar. Meu livro é uma contribuição à este esforço. Minha voz não é a voz de nenhum mestre. É a minha própria voz. Ao mesmo tempo ela se implica numa tradição da qual eu reivindico a herança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ilustração de Margarida Girãoilustração de Margarida Girão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto explica também a sua cólera em relação ao fato de que, em muitos países, os nomes de certas figuras importantes que combateram pela “independência” continuem a ser censurados nos discursos oficiais. Por que não conseguimos destinar um “lugar aos vencidos” com foi feito na África do Sul?     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós somos governados por uma classe de predadores indígenas com comportamentos e ações  que seguem uma linha de tradição, de poder, que prevalece em África desde o tráfico de escravos. Os que nos governam, comportam-se quanto aos seus países como os ocupantes estrangeiros, tratam os seus países como prisioneiros de guerra.&lt;br /&gt;Eles têm uma maneira de conduzir a vida no dia-a-dia, uma maneira de falar, uma maneira de se vestir, de beber, de comer, de se mostrar em público, de provar sensações, de apreciar a vida, de acabar com as nossas poucas riquezas, de esbravejar, de tratar seus inimigos, que demosntra em todos os âmbitos qualidades de uma fera selvagem. A colonização encorajou de todas as formas esta selvajaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esta tradição de selvajaria que, historicamente, explica a relação dos estados negros com a morte em geral e sobretudo com a morte dos que, através da luta, representaram outras possibilidades de vida: a possibilidade de uma emancipação radical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso de Ruben Um Nyobè, e de outros, assombra-o. Disse também que se você está espiritualmente afastado de Camarões, isso deve-se em grande medida à recusa do país em reconhecer a existência do crânio de um parente morto ou, mais especificamente, “a recusa de sepulturas e o desaparecimento dos homens mortos durante as lutas pela independência e auto-determinação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é somente por conta de Um, mas também por todos os que se depararam com a morte no decorrer das lutas – Pierre Yém Mback, Félix Moumié, AbelKigué, Osende Afana, Ernest Ouandié e a longa lista de pessoas sem nomes e, por vezes, sem sepultura. É necessário acrescentar também aqueles que viveram em regime de exílio e de condenações e que o nosso país não reconheceu e que, num certo momento, perseguiu – Nded Ntumaza, Abel Eyinga, Mongo Beti, Jean Marc Ela e muitos outros.&lt;br /&gt;Não podemos esquecer, no meio disso isso tudo, aqueles que, contra ventos e marés, resistiram firmes, mestres de si mesmos, sempre à margem, aqueles cujo modo de vida, em pleno clima tempestuoso, continua a revelar o que poderíamos conquistar. Eu acredito, por exemplo, em Fabien Eboussi Boulaga, figura singular, o qual as idéias terão, por muito tempo, grande peso na vida e no espírito africano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partiu para a França, seguiu-se a descoberta dos EUA antes de pousar as suas bagagens na África do Sul, no final do século XX. O seu olhar para cada um destes três países é ao mesmo tempo apaixonado e comovente. Qual a herança que estes lugares te deixaram? Que tipo de relação tem hoje com Camarões? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu continuo a viver entre a África do Sul, os Estados Unidos e, de tempos em tempos, a França. Teria passado minha vida cruzando o mundo. Passei por cada um destes lugares que morei com uma certa reserva de distância e de admiração. Foi isto que me permitiu assumir esta instabilidade, este movimento na vida. Viajando encontrei novas pessoas, outras línguas, outros sons, outros mundos. Nascido em qualquer lugar, não pertenço a lugar algum. Teria passado o essencial dos meus anos agarrado a este aspecto disperso da minha existência, traçando caminhos e me aproximando por vezes do improvável, trabalhando nos intervalos com o objetivo de dar uma expressão comum às coisas que muitas vezes nos dissociam. Os Camarões, vejo este país numa relação filial com as figuras que acabámos de evocar, persuadido que um dia, no futuro, a justiça será feita em seus nomes e aos textos que eles escreveram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir dos relatos que dão ao seu livro um tom autobiográfico, podemos dizer que o senhor é o símbolo do cidadão “afropolitano”, o qual é elogiado na maioria dos seus discursos?      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas me aconteceu ter experiências em alguns lugares. Cada um destes lugares teceu parte da minha vida. Cada lugar deixou em mim traços que sou incapaz de apagar. Cada lugar poderia ter sido, cada qual, o norte e o crepúsculo da minha existência. Mas na realidade, só pude me aproximar de cada um deles graças a uma certa distância, construindo brechas que, em seguida, me faziam tentar transpô-las. E foi ao caminhar que me tornei não “Negro”, mas simplesmente um homem no mundo.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ilustração de Margarida Girãoilustração de Margarida Girão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala de uma África que é hoje “povoada em sua maioria de passantes potenciais”. Que os africanos são tentados pela aventura, normalmente difícil, na qual sonham em se “reinventar e em se enraizar”. Como alcançar esta fuga forçada sendo que vocês participam de um processo de globalização que já não é, para milhões de pessoas, “o tempo livre da circulação”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos símbolos mais dramáticos da farsa das independências é o fato de que, se tivessem escolha, milhares de africanos viveriam fora do continente e não em seus países de origem. Este desejo generalizado de abandono é uma verdadeira catástrofe. Mas eu faço igualmente referência às tendências pesadas de evolução social do continente – brevemente mais de um bilião de habitantes, o progresso de uma civilização urbana sem precedentes na história da região, um novo ciclo de migrações internas, a consolidação de novas diásporas, especialmente para os EUA, a vinda maciça de chineses para as grandes metrópoles continentais. A questão é saber como acompanhar estas mutações estruturais. Precisamos de re-imaginar as instituições com esta África em movimento, esta África em circulação, esta cultura fluída e aberta para o mundo e para o novo, esta constelação crioula, que denomino de “afropolitana”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos às causas deste abandono do continente por seus filhos e filhas. O senhor aponta particularmente para a gestão calamitosa dos recursos disponíveis, pelos ganaciosos de poder. Eles partem, de certa maneira, porque não querem mais viver sob “chefias mascaradas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas também fazem escolhas pessoais e não são todas ligadas à situação política desastrosa de nossos Estados. Eu falo da nova fase de migrações em massa, aquelas que estão ligadas à sobrevivência económica ou aquelas que são efetivamente fruto de situações de guerras e conflitos. Elas afetam milhões de pessoas que se mudam de campo em campo. Mas existe também um processo de mudança de fronteiras, sejam físicas, culturais ou religiosas. Deste ponto de vista, temos que observar o tipo de ajuste mental que fazem as igrejas pentecostais, que se desenvolvem por todo lado no continente, de uma maneira quase-capilar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta oscilação da geografia, do imaginário e das formas de mobilidade é um fator chave das recomposições em curso. Acompanhar de maneira criativa estas recomposições exige que sejam abolidas fronteiras herdadas da colonização, que sejam abertos grandes espaços de circulação sem os quais não haverá nenhum pólo regional de força económica e de criatividade intelectual, cultural e artística. Nós temos que abrir em África vastos espaços de livre-circulação. Este esforço deve andar a par da reforma das leis sobre a nacionalidade. Acordemos, por exemplo, a cidadania aos africanos que a desejam, velhas e novas diásporas misturadas. Instituemos, a nivel continental, um “direito de retorno” para aqueles que desejam pertencer ao continente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este discurso lembra o projeto dos Estados Unidos sonhado por Marcus Garvey e mais tarde Kwame Nkrumah. Hoje, líderes como Kadhafi tentam fazer prosperar esta idéia no seio na União Africana, que é oficialmente consciente da necessidade de concretizá-la. Para além dos discursos, podemos ser otimistas em relação a esta causa com a actual geração de chefes de estado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um vasto horizonte e um novo imaginário do futuro que começa a surgir. Este imaginário deve estar à altura dos desafios colocados pelo tumulto do presente. Os discursos sobre a globalização escondem mal o fato de que uma grande “divisão” do mundo esta em curso. O processo de balkanização do mundo se traduz pelo crescente medo, o regresso de muros, pelas tentativas de redução do político às pulsões mais primárias, desenvolver razões para a inação, o retorno valente e descarado de lógicas racistas, que acreditávamos ultrapassadas.&lt;br /&gt;África não tem nada a fazer perante um mundo mais feroz do que nunca, com micro-Estados sem nomes, sem voz nem peso próprios. Precisa absolutamente de decidir se quer constituir-se como força autónoma, ser capaz de abraçar o mundo e de agir à sua altura. Esta idéia de uma “nacionalidade africana”, de uma “cidade africana” vem de longe. Ela é inseparavel da emergência da África na modernidade. Comporta dimensões políticas, filosóficas, estéticas e económicas. Para reativá-la positivamente nas condições contemporâneas, é preciso remetê-la para as mãos de sociedades civis africanas e fazer dela um grande movimento cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme sua dialética, a maior parte de nossos dirigentes estão prontos para “ficar no poder toda a vida”. O senhor estabelece até uma relação entre práticas sexuais de alguns e a gestão do poder pós-colonial, onde está em curso uma “máquina de prazer”. Como funciona extamente este mecanismo? Por fim, quais são os países onde isto é mais evidente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é apenas um assunto de dirigentes. É toda uma relação entre Estado e sociedade que é preciso colocar em questão. Cada sociedade tem o dirigente que merece.&lt;br /&gt;Posto isto, a cultura pós-colonial, autoritária – a qual eu dizia que obteve certa competência no ethos do tráfico de escravos – é uma cultura falocrática. A falocracia, o machismo, é o governo do pai ou do ancião. Ela funciona baseada na crença onde tudo acontece onde existe o falo. É no e pelo falo que acontece um evento. Na realidade, o falo é o evento! É o poder, é o esforço que coloca o falo como figura e estrutura. Não uma estrutura de produção, mas um conglomerado de sujeitos devotos do consumo não consciente, dos gastos frenéticos, sem reservas, enfim, da corrupção.&lt;br /&gt;É isto que eu chamo de “máquina de prazer”. Esta “máquinas de prazer” estão em curso em países como Camarões, os dois Congos, a Nigéria, Angola, Gabão, as duas Guinés, o Chade e o Quénia. A falta de lucidez está presente em quase todos os países africanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achille Mbembe mostra que o desafio da democracia é um denominador comum dos países em questão. A seguir, sustenta que, para a democracia “se enraizar em África, é preciso que ela seja trazida por forças sociais e culturais organizadas, por instituições e canais talentosos, com criatividade e sobretudo por lutas quotidianas de pessoas, de tradições e solidariedade”. Isto significa recolocar em causa as tentativas de lutas que aconteceram nos anos 1990.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maior parte dos casos, as lutas dos anos 1990 não conquistaram uma democratização radical da vida política africana. Nos estados francófonos em particular, continuamos a ludibriar as eleições como no tempo da colonização. Os cidadãos não conseguem escolher livremente os seus dirigentes. A única forma de alternância é pela morte. As sucessões, desde então, dão-se de pai para filho.     &lt;br /&gt;As experiências mais avançadas continuam frágeis pela falta de enraizamento nas instituições e estruturas. Existe um grande desencontro entre a maneira de conduzir as lutas e as formas de criatividade social e cultural em geral, que são a linguagem, as instituições, as maneiras de se organizar ou os modos de legitimação. Precisamos de uma segunda geração de lutas pela democracia em África. Para terminar, esta segunda geração de lutas deverá, necessariamente, assegurar uma ponte entre as formas de um lado e a cultura de outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é que isso quer dizer concretamente?   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós precisamos estudar muito atentamente as múltiplas formas sob as quais operam as lógicas sociais e culturais. Como, na prática, no dia-a-dia, as pessoas constroem a comunidade? Como se organizam para praticar a solidariedade? De que tipos de instituições eles se dotam para realizar objetivos transcendentais? Em que língua eles falam sobre assuntos quotidianos ou ainda sobre finalidades últimas? Como eles cantam ou rezam? Através de que formas expressivas eles procuram se comunicar na alegria, na tristeza ou nas lamentações? Como articular com o próximo e com o que está distante? Como eles se apropriam do que é novo? Tudo isso constitue capital cultural sem o qual não é possível uma ação eficaz. Se queremos enraizar a democracia em África, é preciso apropriar-se deste capital cultural e de seus símbolos como recursos principais da luta. E preciso traduzir a idéia da democracia na língua do povo. Este trabalho intelectual, tático e organizacional, infelizmente não está feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os partidos de oposição têm hoje legitimidade e credibilidade para acompanhar um projeto como este? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os partidos de oposição estão longe de tererm efetuado um trabalho intelectual do qual eu falava. É preciso propor um imaginário que fale às pessoas das condições concretas de suas vidas quotidianas. Este retorno às situações quotidianas deve caminhar junto com a articulação de um horizonte de esperança, uma certa proposta para o futuro. Mas ainda é preciso acordar a consciência de classe se queremos fugir dos resquícios do etnocentrismo. Isto exige uma enorme capacidade de criatividade e tradução. É significativo, por exemplo, que as igrejas pentecostais definam os contornos da comunidade e do indivíduo a partir de idiomas que poderiam se inspirar os partidos políticos da oposição. De fato, é possivel propor novas visões da comunidade que não sejam necessariamente somente biológicas, inventar novas formas de parentesco que transcendam a linhagem ou a tribo. É este tipo de imaginário que é preciso saber trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ilustração de Margarida Girãoilustração de Margarida Girão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso de Camarões particularmente, como o senhor poderia, com algum recuo, resumir a situação que domina o país, um ano antes das eleições presidenciais em princípio previstas para outubro de 2011 ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um encistamento. O país está sob o domínio de aproximadamente meio milhão de anciãos que se apoiam em todos os níveis da vida pública e que não querem morrer sós. Eles estão decididos a levar com eles tudo que vive e respira. O primeiro entre eles, senhor Paul Biya, completará 80 anos num futuro próximo. Abatido de senilidade, ele fica lúcido algumas horas por dia, como pessoas da sua idade. Pouco importa que e esteja no poder há 28 anos. Ele pode se igualar ou ultrapassar Fidel Castro. Ele quer morrer no poder.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como evitar um naufrágio como este? Você passa a sensação que uma alternância não é possível nas condições atuais.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As relações entre sociedade e Estado são tais que nas condições atuais não é possível uma alternância pacífica. Os atores suscetíveis de conduzir uma revolução social radical não atenderam ao chamado. A sociedade está enferrujada. Assim, a necessidade de uma revolução social radical nunca foi tão necessária como nos dias de hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, qual o seu olhar sobre as ações de certos membros da diáspora nos últimos tempos?    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que contribui para desbloquear este impasse deve ser testado. Mas é necessário reconhecer que estamos longe do objetivo. O espectro do Haiti plana sob a África.     &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Traduzido do texto publicado no AFRICULTURES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Tradução:  Juliana Moraes (retirado do BUALA)&lt;a href="http://www.buala.org/pt/a-ler/achille-mbembe-pela-abolicao-das-fronteiras-herdadas-da-colonizacao-entrevista-de-norbert-n-ou?utm_source=feedburner&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=Feed%3A+buala-pt+%28BUALA+|+Cultura+Contempor%C3%A2nea+Africana%29"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-8902225074489244307?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/8902225074489244307/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=8902225074489244307' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/8902225074489244307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/8902225074489244307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2010/10/achille-mbembe-pela-abolicao-das.html' title='Achille Mbembe pela abolição das fronteiras herdadas da colonização. -entrevista de Norbert N. Ouendji'/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-3769798147232810450</id><published>2010-09-21T02:53:00.000-07:00</published><updated>2010-09-21T02:54:50.990-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Moçambique'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='África'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Identidade'/><title type='text'>Samora Machel pelos olhos de Severino Ngoenha: Ícone Político ou Símbolo sócio-cultural?</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: left;"&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFIELDU%7E1%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}p.MsoFootnoteText, li.MsoFootnoteText, div.MsoFootnoteText	{mso-style-noshow:yes;	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:10.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}span.MsoFootnoteReference	{mso-style-noshow:yes;	vertical-align:super;} /* Page Definitions */ @page	{mso-footnote-separator:url("file:///C:/DOCUME~1/FIELDU~1/LOCALS~1/Temp/msohtml1/01/clip_header.htm") fs;	mso-footnote-continuation-separator:url("file:///C:/DOCUME~1/FIELDU~1/LOCALS~1/Temp/msohtml1/01/clip_header.htm") fcs;	mso-endnote-separator:url("file:///C:/DOCUME~1/FIELDU~1/LOCALS~1/Temp/msohtml1/01/clip_header.htm") es;	mso-endnote-continuation-separator:url("file:///C:/DOCUME~1/FIELDU~1/LOCALS~1/Temp/msohtml1/01/clip_header.htm") ecs;}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFIELDU%7E1%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}p.MsoFootnoteText, li.MsoFootnoteText, div.MsoFootnoteText	{mso-style-noshow:yes;	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:10.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}span.MsoFootnoteReference	{mso-style-noshow:yes;	vertical-align:super;} /* Page Definitions */ @page	{mso-footnote-separator:url("file:///C:/DOCUME~1/FIELDU~1/LOCALS~1/Temp/msohtml1/01/clip_header.htm") fs;	mso-footnote-continuation-separator:url("file:///C:/DOCUME~1/FIELDU~1/LOCALS~1/Temp/msohtml1/01/clip_header.htm") fcs;	mso-endnote-separator:url("file:///C:/DOCUME~1/FIELDU~1/LOCALS~1/Temp/msohtml1/01/clip_header.htm") es;	mso-endnote-continuation-separator:url("file:///C:/DOCUME~1/FIELDU~1/LOCALS~1/Temp/msohtml1/01/clip_header.htm") ecs;}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Actualmente têm havido várias formas de reflectir sobre o político tendo como principal a actualização e uso do passado em questões actuais. Temos visto um grupo de politólogos e filósofos a escreverem principalmente sobre ícones que cultivaram a essência do saudosismo actual para com o passado. Só para citar alguns exemplos, temos Slavoj Zizek (2007) a escrever sobre &lt;i&gt;Mao Tsé Tung&lt;/i&gt; da China, temos Alain Badiou (2008) a escrever sobre &lt;i&gt;Sarkozy&lt;/i&gt; na França, Noam Chomsky (2004) sobre &lt;i&gt;G.W. Bush&lt;/i&gt; e em Moçambique temos Ngoenha (2009) a escrever sobre &lt;i&gt;Samora Machel&lt;/i&gt;, entre outros que me são desconhecidos. O &lt;i&gt;passado-presente&lt;/i&gt; (Castiano) parece ser o actual cerne da reflexão, contudo os motivos são pouco explícitos e à primeira vista, parece-nos ainda quase que irracional referir-se sobre o passado de forma tão extravagante&amp;nbsp; e acima de tudo abraçá-lo apaixonadamente como meio de reflexão, por que afinal de contas o que pretendem tais reflexões? Será que elas pretendem: 1) Explorar as actuais ressureições das imagens dos líderes da revolução na sociedade; ou 2) Intermediar as imagens de tais líderes para fazer ouvir os desassossegos dos filósofos. A análise oferecida pelo presente texto considera que apesar das actuais ressurreições apaixonantes dos ídolos comunistas tenderem a ter uma leitura meramente política por parte dos seus autores, o discurso que está em debate é a cultura: a expressão da vida dos homens. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&amp;nbsp;Em filosofia da arte é importante distinguir duas coisas: imagem criadas mentalmente e imgens projectadas na sociedade. Como também torna-se relevante perceber a distinção entre discursos (o que se diz, escreve ou se lê...) e imagens (ícones, grafismos, pictorismos). &amp;nbsp;Para distinguir esses dois processos devemos compreender a questão da autenticidade dos discursos e também permitir uma interpretação identitária dos propósitos da icolarização.&amp;nbsp; Machel tal como Biko e Che Guevara foi ressuscitado popularmente com alguns intuitos. Ngoenha, meritoriamente expôs na sua obra actual (com a ajuda do hermes Castiano)&amp;nbsp; a possibilidade de questionamento do que se tem popularizado com imagem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Está claramente exposto que as questões principais que Ngoenha levanta no livro sobre os feitos de Samora baseiam-se em duas questões: 1) O que fiz? 2) Qual é o mérito dos meus feitos? Explorando sempre de fundo a questão ética dos valores destituídos e reconstruídos a volta da figura emblemática do ícone da primeira república.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/TJiAKs90gII/AAAAAAAAADM/j7byx7ZM-fM/s1600/Samora.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/TJiAKs90gII/AAAAAAAAADM/j7byx7ZM-fM/s320/Samora.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mas a questão pertinente da obra que acompanha o título pode ser considerada importante. Pelo facto de anteceder ao que nós pretendemos analisar: ícone ou discursos? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O primeiro erro ngoenhiano: iconização ou discursivismo? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O &lt;i&gt;hip-hop&lt;/i&gt;, as artes plásticas, as danças e os poemas não fazem parte do universo político apesar de poderem servir como instrumentos de politzação. O Machel que Ngoenha questiona como ícone parece confundir-se entre o Machel cultural e o ícone político. Ao pretender entregar a sua reflexão baseada numa construção social da imagem de Machel, Ngoenha presumiu que se pretende manifestar uma saudade do passado ou uma crítica ao presente, sem deixar a hipótese dessa mesma imagem iconizada poder reflectir um mero simbolismo ou simpatia artística por parte dos que a invocam. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Será que deusa egípcia Maat esqueceu-se que a exaltação de um líder não se liga ao que fez mas por vezes ao que ele disse? Ou talvez Samora deveria ser julgada pelos ossículos da deusa &lt;i&gt;Mathe&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.do#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 12pt;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;para que a sua vida pudesse reflectir-se sem quaisquer dúvidas num relflexo claro?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A dicotomia imagem e discurso encontra-se distorcida no que o pensamento de Ngoenha pretende analisar, porque o seu ponto de partida é a imagem que tem sido exaltada actualmente, mas infelizmente a sua reflexão centra-se obsessivamente no discurso e não na imagem. Como Ngoenha (2009:9) afirma “ Existem imagens que condensam nelas uma quantidade e qualidade de significados que palavras, e mesmo a linguagem em geral não conseguem exprimir cabalmente; mesmo se as palavras foram muitas vezes necessárias, e continuam a sê-lo, para tentar explicá-las.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A ambivalência discursiva na obra talvez seja fruto do próprio chamariz ngonhiano para a análise do contexto moçambicano. Contudo, há que ter em conta que&amp;nbsp; a verdade da história e a verdade das artes são consideradas opostas e somente em alguns casos complementares, pois a própria arte é intemporal, enquanto que o discurso é temporal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O trocadilho imagem-discurso pode fraudulentar o argumento ngoenhiano de reflexão política, que culmina com o fazer pensar que imagem iconófila defendida por Ngoenha é política e não artística. Ao centralizar mais sobre &lt;i&gt;o que se diz&lt;/i&gt; e não sobre o &lt;i&gt;que se mostra&lt;/i&gt;, ambiguosamente Ngoenha remete-nos à uma análise meramente política. Enquanto por outro lado era sua pretensão repensar em como é que Machel foi iconizado pela cultura popular e as representações a que isso nos remete. O que leva-nos a considerar que há um ícone da primeira república com duas simbolizações (uma política e outra cultural). Mas que parece-nos quase que impossível sobre qual deles a reflexão ngoenhiana pretende ilucidar-nos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A imagem de Samora tem sido reproduzida tecnicamente em várias cores e de várias formas: quer em líricas como em “&lt;i&gt;O país da Marrabenta&lt;/i&gt;”, em obras como &lt;i&gt;Samora&lt;/i&gt; &lt;i&gt;o homem do Povo&lt;/i&gt; e como imagem poética pelos jovens do &lt;i&gt;Xitokozelo&lt;/i&gt;. Sem contudo manifestarmos as diversas camisetes, bonés que têm surgido e mesmo imitação de trajes e dizeres. Esta exaltação de Samora, pelos rappers, artistas plásticos e mesmo por escritores, não pode ser considerada uma manifestação de um simbolismo político, mas cultural. O significado simbólico deste Samora é que deveria ser questionado, não meramente pelas mensagens políticas que se tem feito acompanhar essas mesmas imagens. Pois na cultura não é o que Samora representa politicamente (as ideologias, as doutrinas e a governação) que é relevante mas ao contrário é relevante a identidade da nação, os valores, a religião, as tradições (e ensinamentos?). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Será que o ícone da primeira república merece tal título por ser um elo de ligação meramente político-partidária ou por simbolizar aspectos da vida comum cultural dos moçambicanos? De que povo será ele ícone? O seu constituitivo político ou a vastidão diversificada cultural da sua república? Porque é que Samora é mais mencionado em músicas, pinturas e não em discursos políticos ou porque é que Samora Machel aparece a cantar &lt;i&gt;rap &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;hip-hop&lt;/i&gt; e não a fazer campanhas eleitorais ? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O segundo erro ngoenhiano equívoco da plurivocidade do texto? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Existe uma anedota grega que diz que certo dia Alexandre Magno, aproximou-se do seu tutor Aristóteles e perguntou-lhe o que o Sócrates ensinou sobre a arte de governar, e com um olhar sinuoso Aristóteles respondeu-lhe qual dos Sócrates de Platão ou o Sócrates de Atenas? Nesta anedota, Aristóteles questiona a Alexandre sobre que verdade é que ele pretende ouvir, e a nós a pergunta seria, na voz de quem é que percebemos o texto? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O estilo histórico-interrogativo de Ngoenha remete-nos à uma apreciação artística do discurso Samoreano numa vertente nova e interessante. Que poderíamos chamar de a “arte de falar depois de morto” por nos remeter a monólogos e diálogos que intermediam Maat, Osíris, Samora, o povo e o próprio Ngoenha. Mas a dificuldade reside no facto de o discurso Ngonhiano e as falas do povo não serem claramente audíveis pela primeira leitura do texto. Existe uma crise do locutor a certo momento, no qual as audiências confundem-se!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O filósofo não mente, nunca mentirá por mais que pareça estar mentindo. Porque tudo o que pretende fazer é um assédio ao pensamento. O esforço consiste em aproximar a verdade dos receptores por um método dialógico que pareça irracional, para que no final de tudo, o pensamento por si aproxime o auditório ou comunidades de leitores à uma certa versão ou questionamento da verdade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Da crítica da imagem/símbolo cultura &lt;i&gt;versus&lt;/i&gt; política de Samora, a grande questão que o texto ngoenhiano levanta está em relação a justificação de tal excurso pela figura de Samora Machel na actualidade: a crítica da situação actual ou exposição das inquietações do filósofo através de outras vozes? Porquê é que Samora teve de ser julgado e ouvido por deuses egípcios e não por &lt;i&gt;xipocos&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.do#_ftn2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 12pt;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; daqueles que foram afectados pelo seu regime ou por Deus e Jesus Cristo como convém a teologia judaico-cristã? Que arte obscura quererá o filósofo apresentar-nos, pois não há ponto sem nó e não há também figurativismo sem intencionalidade?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Para Ngoenha, é importante existir em si um discurso dialéctico e contraditório &lt;i&gt;à la&lt;/i&gt; Hegel para poder-se extrair uma imagem objectiva. Contudo contradição e incerteza (&lt;i&gt;uncertainty&lt;/i&gt;) são dois aspectos dos quais o seu texto nos informa, pois a sua tentativa de desconstrução ou questionamento da figura samoreana pela plurivocidade, incapacita de certa forma a distinção entre &lt;i&gt;o que é dito&lt;/i&gt; e o &lt;i&gt;que se pretende dizer&lt;/i&gt;. E essa incerteza dialógica ou monológica, não permite o alcance da própria objectividade textual a que o autor nos convida a embarcar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Talvez, para alguns o simples prazer da leitura permita um abraço e recepção clara da verdadeira intenção por trás do que o texto nos mostra, mas para outros considero ainda a necessidade de uma clarificação. O filósofo entrega a sua voz aos deuses egípcios e a Machel para manifestar os seus interesses pessoais ou por outra, dar a sua própria voz aos outros a fim de poder expressar aquilo que são críticas em relação à actualidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A plurivocidade da incerteza é problemática se pretendermos perceber quem diz o que e o que se pretende, pois não permite uma selecção clara dos intervenientes. A incerteza reduz a própria capacidade de julgamento e de participação que o próprio autor pretende com a obra. Maat e Osíris falam de Moçambique e trocam de lugar com Samora na tentativa de clarificar as insjustiças actuais e os pecados anteriores, mas não permitem um julgamento objectivo em relação aos interlocutores de tais conclusões. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A analogia ngoenhiana é uma comparação entre os sistemas políticos da 1ª República em relação aos actuais desafios políticos do desenvolvimento actual? Ou, simultaneamente, ao dar voz a Maat e não à &lt;i&gt;Mathe&lt;/i&gt;, é uma tentativa de certificação e de validação discursiva através da escolha dos intervenientes do julgamento?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A plurivocidade e ambiguidade textuais características da actual obra de Ngoenha podem ser vistas como uma fragilidade e ao mesmo tempo, ambiguamente, como uma força, por serem as características que enriquecem a capacidade interrogativa do leitor para uma percepção e busca de respostas que literalmente seriam inadequadas de determinar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;As leituras que Ngoenha faz do Liberalismo, da crise do capitalismo e dos modelos democráticos absorvidos do ocidente permitem uma reflexão clara e distintiva das actuais formas de validação discursiva e de participação em massa. O que nos leva a concluir que acima de tudo, a obra de Ngoenha é um julgamento sobre todos os moçambicanos e uma tentativa de inclusão dos discursos culturalmente produzidos e academicamente rejeitados (&lt;i&gt;hip-hop&lt;/i&gt;, massificação artística, popularização icónica, crises identitárias, americanização, &lt;i&gt;fashion&lt;/i&gt;, dolarização, violências arbitrárias, etc.).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;&lt;div id="ftn1"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.do#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt; Água em changane, que muitas vezes é usada como símbolo da transparência, vida ou limpeza nos contos tradicionais africanos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn2"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.do#_ftnref2" name="_ftn2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span lang="EN-US"&gt;Fantasmas ou demónios no changane&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn2" style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=440015925424146034#_ftnref2" name="_ftn2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-3769798147232810450?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/3769798147232810450/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=3769798147232810450' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/3769798147232810450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/3769798147232810450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2010/09/samora-machel-pelos-olhos-de-severino.html' title='Samora Machel pelos olhos de Severino Ngoenha: Ícone Político ou Símbolo sócio-cultural?'/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/TJiAKs90gII/AAAAAAAAADM/j7byx7ZM-fM/s72-c/Samora.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-1838642613215027956</id><published>2010-09-21T02:02:00.000-07:00</published><updated>2010-09-21T02:02:52.281-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='África'/><title type='text'>Entre o passado e o futuro: considerações hipotéticas</title><content type='html'>O homem vai de camelo ao invés de usar a bicicleta porquê? Qual é a dificuldade dele aceitar a modernidade? Será que é por ser africano? Será que é por ser subdesenvolvido? Será que é por ser pobre? Ou será mera ignorância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temo que por vezes o pensamento africano seja assim mesmo inconstante e impercebível, o meu maior medo é que no seio de tudo isso o passado mereça maior atenção que o futuro. Porque se o filosofar é estar a caminho, devemos estar a caminho de um aperfeiçoamento e não de um recrudescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou então devemos repensar qual será a validade de Nkrumah, Nyerere, Mbiti, Biko entre outros hoje? ou por outra, de que serviram as intenções desses pensadores ao intentar "libertar" África? Se ainda nos sentimos confortáveis com o camelo, de que importa o progresso da bicicleta? Sabemos que temos muitas bicicletas mas o desenvolvimento é tardio, o que dizemos sobre o camelo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/TJh0XDqiQ-I/AAAAAAAAAC0/kmdydtPSfJw/s1600/Africano+e+camelo.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/TJh0XDqiQ-I/AAAAAAAAAC0/kmdydtPSfJw/s320/Africano+e+camelo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;De que nos vale o amanhã se é o ontem que nos cerca em todas as direcções? &amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-1838642613215027956?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/1838642613215027956/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=1838642613215027956' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/1838642613215027956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/1838642613215027956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2010/09/entre-o-passado-e-o-futuro.html' title='Entre o passado e o futuro: considerações hipotéticas'/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/TJh0XDqiQ-I/AAAAAAAAAC0/kmdydtPSfJw/s72-c/Africano+e+camelo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-7998074095422963598</id><published>2010-03-04T03:07:00.000-08:00</published><updated>2010-03-04T03:07:13.751-08:00</updated><title type='text'>COMO SE DIZ FILOSOFIA EM MÁCUA/ÉMACUA/MAKWA</title><content type='html'>&lt;div&gt;Tive à dias uma conversa na sala de aulas com alguns estudantes do 4o ano de Filosofia e Desenvolvimento Institucional da Universidade Pedagógica, o debate centrava-se na necessidade de definirmos as ciências nas nossas línguas locais, e muito interessante é a forma como o Sr. julio nauacha definiu na sua língua materna (emakwa) a palavra Filosofia; Aqui vão as suas palavra:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na tentativa de definir a Filosofia em língua mácua ou emácua, encontrei o seguinte:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&amp;nbsp;Sendo a filosofia uma palavra de origem grega &lt;i&gt;PHILOSOPHIA&lt;/i&gt;, decomposta em &lt;i&gt;Philos&lt;/i&gt;=Amor e &lt;i&gt;Sophia&lt;/i&gt;=Saber ou seja, AMOR À SABEDORIA OU AMOR AO SABER, poderiamos traduzir &lt;i&gt;&lt;b&gt;Philos=Amor=Osivela &lt;/b&gt;e &lt;b&gt;Sophia=Saber=Oswela.&lt;/b&gt; &lt;/i&gt;Numa só palavra Filosofia, seria portanto &lt;u&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Osivela oswela.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Não é interessante que localmente podemos agir globalmente?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-7998074095422963598?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/7998074095422963598/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=7998074095422963598' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/7998074095422963598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/7998074095422963598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2010/03/como-se-diz-filosofia-em.html' title='COMO SE DIZ FILOSOFIA EM MÁCUA/ÉMACUA/MAKWA'/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-669325978299767526</id><published>2010-02-15T06:17:00.001-08:00</published><updated>2010-02-15T06:17:56.842-08:00</updated><title type='text'>Filósofos e americanos</title><content type='html'>&lt;a href="http://unjobs.org/tags/american-philosophy"&gt;http://unjobs.org/tags/american-philosophy&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-669325978299767526?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/669325978299767526/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=669325978299767526' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/669325978299767526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/669325978299767526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2010/02/filosofos-e-americanos.html' title='Filósofos e americanos'/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/7399200694467899882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/7399200694467899882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2010/02/perguntas-filosoficas-e-eticas-que-nem.html' title=''/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-1674462492582880919</id><published>2010-02-11T00:56:00.000-08:00</published><updated>2010-02-11T00:56:06.160-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div id='networkedblogs_nwidget_container' style='height:360px;padding-top:10px;'&gt;&lt;div id='networkedblogs_nwidget_above'&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id='networkedblogs_nwidget_widget' style="border:1px solid #D1D7DF;background-color:#F5F6F9;margin:0px auto;"&gt;&lt;div id="networkedblogs_nwidget_logo" style="padding:1px;margin:0px;background-color:#edeff4;text-align:center;height:21px;"&gt;&lt;a href="http://networkedblogs.com/" target="_blank" title="NetworkedBlogs"&gt;&lt;img style="border: none;" src="http://static.networkedblogs.com/static/images/logo_small.png" title="NetworkedBlogs"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="networkedblogs_nwidget_body" style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="networkedblogs_nwidget_follow" style="padding:5px;"&gt;&lt;a style="display:block;line-height:100%;width:90px;margin:0px auto;padding:4px 8px;text-align:center;background-color:#3b5998;border:1px solid #D9DFEA;border-bottom-color:#0e1f5b;border-right-color:#0e1f5b;color:#FFFFFF;font-family:'lucida grande',tahoma,verdana,arial,sans-serif;font-size:11px;text-decoration:none;" href="http://networkedblogs.com/blog/kutlhamala.blogspot.com/?ahash=ecc67826fed29aff0c9266dd4b7cb611"&gt;Follow this blog&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id='networkedblogs_nwidget_below'&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;&lt;!--if(typeof(networkedblogs)=="undefined"){networkedblogs = {};networkedblogs.blogId=354854;networkedblogs.shortName="kutlhamala.blogspot.com";}--&gt;&lt;/script&gt;&lt;script src="http://nwidget.networkedblogs.com/getnetworkwidget?bid=354854" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-1674462492582880919?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' 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src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-3014522463331170390</id><published>2010-01-29T00:38:00.000-08:00</published><updated>2010-01-29T00:38:14.877-08:00</updated><title type='text'>A ideia de Identidade.</title><content type='html'>&lt;i&gt;Todas as tentativas no sentido de definir, de forma clara e rigorosa, a identidade africana fracassaram até agora. As tentativas futuras terão provavelmente o mesmo destino, se os estudos sobre as formas africanas de imaginar o eu e o mundo se mantiverem presas de uma concepção da identidade como geografia —, por outras palavras, do tempo como espaço.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Achille Mbembe &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-3014522463331170390?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/3014522463331170390/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=3014522463331170390' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/3014522463331170390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/3014522463331170390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2010/01/ideia-de-identidade.html' title='A ideia de Identidade.'/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-7073438855497953628</id><published>2010-01-09T01:36:00.000-08:00</published><updated>2010-01-09T02:50:03.830-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicanálise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estética'/><title type='text'>Breves considerações sobre um sonho (brief considerations on a dream)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/S0hcwkvYWBI/AAAAAAAAACk/vjgAKhJWdZw/s1600-h/Rembrandt_Harmensz._van_Rijn_038.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 274px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/S0hcwkvYWBI/AAAAAAAAACk/vjgAKhJWdZw/s320/Rembrandt_Harmensz._van_Rijn_038.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424687740733642770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;                     &lt;span class="actions"&gt;&lt;div&gt;      &lt;a id="status_star_7553412140" class="fav-action non-fav" title="favorite this tweet"&gt;  &lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;         &lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Life is a long journey and philosophy is a long talk&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A vida é uma longa jornada e a filosofia uma conversa longa&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Thymafeus&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;Sinto um pequeno remorso quando falo sobre sonhos, porque sinto-me sempre tentado a ler pensamentos sobre o que outros pensaram sobre sonhos, ou sonhar pensamentos sobre sonhos. contudo, a minha maior preocupação consiste basicamente no desaparecimento do sonho como fonte de fundamentação da esperança. Homens esqueceram-se das utopias, das fantasias e dos sonhos. Como podemos voltar a sonhar e ao mesmo tempo regressar e reencontrar os saudosos desejos esquecidos na infância?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;O desânimo de continuar com as coisas mais úteis na vida como brincar, conversar com um amigo de infância, crer em Deus, beijar mais, nadar e sujar-me no matope, influencia-me a querer estar constantemente neste computador a descrever como seria se eu pudesse voltar ao passado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;A guerra dos anos e o pavor do futuro guiam-nos seguramente para coisas mais firmes e inabaláveis como o dinheiro, até que percebemos que a realidade é feita de materialismo e consumismos, desnecessários? Não sei, mas até certo momento senti-me cheio de saudades de um dia em que fechei os olhos e pensei que pudesse voar para longe e ir mais longe.  o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;nde estou agora? pés na terra e sentado numa cadeira...a dor da não concretização e  o caminho do desejo, sim, no final Freud e Lacan sempre tem razão.&lt;br /&gt;Sonhar, todos dormimos e sonhamos, como mera rotina, representações, medos e desejos descontrolados e a ambição de um caminho não percorrido. Está tudo debaixo do iceberg, queira Deus que o o aquecimento global não traga tudo para a superfície....&lt;br /&gt;Percebo então que mais vale morrer que ser assassinado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-7073438855497953628?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/7073438855497953628/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=7073438855497953628' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/7073438855497953628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/7073438855497953628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2010/01/breves-consideracoes-sobre-um-sonho.html' title='Breves considerações sobre um sonho (brief considerations on a dream)'/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/S0hcwkvYWBI/AAAAAAAAACk/vjgAKhJWdZw/s72-c/Rembrandt_Harmensz._van_Rijn_038.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-5020283746097365151</id><published>2010-01-07T11:35:00.001-08:00</published><updated>2010-01-07T11:40:19.855-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Plants are shaped by cultivation and men by education.          .. We are born weak, we need strength; we are born totally unprovided,          we need aid; we are born stupid, we need judgment. Everything we do not          have at our birth and which we need when we are grown is given us by education. ( P&lt;span style="font-style: italic;"&gt;lantas são formadas pelo cultivo e os homens pela educação...Nós nascemos fracos, precisamos de força; nascemos totalmente desprovidos, precisamos de apoio; nascemos ignorantes, precisamos de juízo. Tudo o que não temos no momento do nascimento e que precisamos quando crescemos nos é dado pela educação.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;        (&lt;strong&gt;Jean Jacques Rousseau&lt;/strong&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Emile, On Philosophy of Education&lt;/span&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-5020283746097365151?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/5020283746097365151/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=5020283746097365151' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/5020283746097365151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/5020283746097365151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2010/01/plants-are-shaped-by-cultivation-and.html' title=''/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-5686196285180087094</id><published>2010-01-04T07:33:00.000-08:00</published><updated>2010-01-04T07:34:04.583-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Calibri;font-size:100%;"  &gt;“ You can't lead the people if you don't love&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Calibri;font-size:100%;"  &gt;the people. You can't save the people if you&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Calibri;font-size:100%;"  &gt;don't serve the people."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;(Não podes liderar o povo se não amas ao povo. Não podes salvar o povo se não serves ao povo)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Calibri;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=";font-family:Mistral;font-size:18;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Dr. Cornel West&lt;/span&gt;&lt;span style="color:white;"&gt;We&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-5686196285180087094?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/5686196285180087094/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=5686196285180087094' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/5686196285180087094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/5686196285180087094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2010/01/you-cant-lead-people-if-you-dont-love.html' title=''/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-4230070156166765197</id><published>2009-12-22T03:05:00.000-08:00</published><updated>2009-12-22T03:06:40.839-08:00</updated><title type='text'>O que devemos à Pitágoras?</title><content type='html'>&lt;h2 style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h2&gt; &lt;span style="position: relative; float: left; z-index: 10;"&gt;&lt;a&gt;&lt;img src="http://filosofiamocambique.weebly.com/uploads/3/4/0/7/3407605/3806208.png" style="border-width: 1px; margin: 5px 10px 10px 0px; padding: 3px;" alt="Picture" class="galleryImageBorder" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="display: block; font-size: 90%; margin-top: -10px; margin-bottom: 10px; text-align: center;"&gt;Pitágoras de Samos, o primeiro filósofo&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div class="paragraph" style="text-align: justify; display: block;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"The point of philosophy is to start with something so simple as not to seem worth stating, and to end with something so paradoxical that no one will believe it." (O ponto da Filosofia consiste em começar com algo tão simples, que não seja digno de menção, e terminar com algo tão paradoxo que ninguém irá acreditar...)&lt;/span&gt;-&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bertrand Russel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Há dias reflectia sobre a origem da palavra filosofia, e deparei-me com uma lembrança quase esquecida do momento em que surgiu a palavra &lt;span style="font-weight: bold; text-decoration: underline;"&gt;F,I,L,O,S,O,F,I,A &lt;/span&gt;mas ainda me era equívoco repensar sobre ela não etimologicamente mas o momento histórico ao qual esta palavra se encontra eternamente ligada.O nome Pitágoras tornou-se familiar a muitas gerações de crianças europeias em idade escolar porque lhe foi atribuída a primeira demonstração de que o quadrado da hipotenusa de um triângulo rectângulo é igual em área à soma dos quadrados dos outros dois lados. Mas Pitágoras fundou também uma comunidade religiosa comum conjunto de regras ascéticas e cerimoniais, a mais bem conhecida das quais era a proibição de comer feijões. Pitágoras ensinou a doutrina da transmigração das almas: os seres humanos teriam almas independentes dos seus corpos e, aquando da morte, a alma de uma pessoa poderia migrar para outro tipo de animal. Por esta razão, ensinava os seus discípulos a absterem-se de carne; diz-se que, uma vez, terá impedido um homem de açoitar um cachorro por ter reconhecido nos seus ganidos a voz de um amigo querido já falecido. Pitágoras acreditava que a alma, tendo migrado sucessivamente para diferentes tipos de animais, podia ac abar por reencarnar num ser humano. Ele próprio afirmava lembrar-se de ter sido, alguns séculos antes, um herói no cerco de Tróia.Um desses dias, Pitágoras ao tomar o seu copo de água habitual conversava com os seus discípulos como é que o número deu origem ao universo e como é que os seres humanos migravam as suas almas em outros seres e outras vidas. depois de algum tempo, com a mão no queixo, Pitágoras calou-se e pôs-se a rir (gargalhadas bem altas), um dos díscipulos interrogado com a atitude do seu mestre levantou-se perplexo e perguntou: "Mestre de que te ris?", Pitágoras calmamente fechou o seu sorriso e disse-lhe: "Meu caro cleofonte, eu não me ria, apenas expressava o número, bastava contares quantas gargalhadas dei e quantos sorrisos demostrei que encontrarieis o número!!! ". O jovem discípulos calou-se perante a manifestação de tamanha sabedoria por parte do mestre que não hesitou e disse: "Mestre, o senhor é um sábio!!!"...Pitágoras, um tanto símplice como sempre calou e respondeu: "Agradeço pelo elogio, mas para sua informação eu não sábio!!".  Todos os díscipulos indagaram-se e aproximaram-se do mestre: "Mestre o senhor não é sábio? Então o que é? Donde provém tamanho conhecimento?". Pitágoras disse-lhes: "Eu sou apenas um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;philosophos(filósofo)&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;O que Pitágoras queria dizer? Será que não fazia sentido para ele aceitar de uma vez que possuia uma inteligência fora de comum, e que o seu pensar assemelhava-se aos dizeres dos deuses do Olimpo?!!! Era humildade ou apenas uma maneira de relegar o estatuto de sábio apenas aqueles que têm contacto com o divino? O que Pitágoras fez?&lt;br /&gt;Ele inventou e cunhou um termo que durante séculos separaria mito e conhecimento, verdade e mentira, religião e ciência, senso-comum e ciência, boato e realidade. Pitágoras dividiu o saber entre os que o possuem e os que o buscam (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;philosophia&lt;/span&gt;). Muitos puderam ser classificados como filósofos, não porque sabiam o que eram, mas pelo simples facto de Pitágoras ter introduzido um termo que poderia classificá-los!!!! Na grécia existiam sábios, mágicos, videntes, políticos, escravos, matemáticos, físicos e mestres religiosos mas não existiam filósofos...nem filosofia (?!!) até que um jovem mestre respondendo à um humilde elogio decifrou e catalogou uma nova tribo de homens, de mulheres, de cidadãos e de pessoas.&lt;br /&gt;Então devemos ou não devemos muito á Pitágoras? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-4230070156166765197?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/4230070156166765197/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=4230070156166765197' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/4230070156166765197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/4230070156166765197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2009/12/o-que-devemos-pitagoras.html' title='O que devemos à Pitágoras?'/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-4119418792457504313</id><published>2009-12-22T02:04:00.000-08:00</published><updated>2009-12-22T02:30:22.584-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Moçambique'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Universidade'/><title type='text'>Nova Faculdade de Filosofia abre em Moçambique</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/SzCeRtHTAPI/AAAAAAAAACc/giiRSqttTAY/s1600-h/DSC_0877.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/SzCeRtHTAPI/AAAAAAAAACc/giiRSqttTAY/s320/DSC_0877.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418004378731872498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;In Maputo, Terça-Feira, 22 de Dezembro de 2009:: Jornal Notícias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A PROJECTADA Faculdade de Filosofia da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) entra em funcionamento em Fevereiro próximo, segundo garantias dadas pelo respectivo Reitor, Filipe Couto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um memorando de entendimento com vista à concretização deste plano foi ontem rubricado por Filipe Couto e pelo Bispo da Diocese dos Libombos, Dom Dinis Sengulane. Assim, a Diocese dos Libombos passa a acolher a Faculdade de Filosofia nas suas instalações, no recinto da Escola Anglicana São Cipriano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando no acto da assinatura que formaliza esta vontade, o Reitor da UEM disse que já era necessária a criação daquela faculdade numa altura em que o país precisa de jovens munidos de ferramentas suficientemente sólidas para, segundo disse, catalogar a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estando no ano Eduardo Mondlane, há necessidade de fazer com que os jovens comecem a pensar em factos. Por exemplo, fala-se da corrupção, transparência, pobreza, riqueza mas é preciso conhecer a realidade, e saber, acima de tudo, no que as pessoas acreditam”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parceria entre a Universidade Eduardo Mondlane e instituições religiosas não é nova. Num passado não distante, um acordo similar foi assinado com a Comunidade Maometana, que cedeu espaço num estabelecimento de ensino, onde funciona a Escola de Comunicação e Artes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Dom Dinis Sengulane, Bispo dos Libombos, o acto ora testemunhado é a concretização de um desejo antigo de, formalmente, a igreja que representa dar o seu contributo no ensino superior em Moçambique, promovendo a dignidade humana através do alargamento do conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sendo este o ano Eduardo Mondlane, a Igreja Anglicana introduz neste mesmo ano, em seu património, o nome Eduardo Mondlane, dando assim o seu contributo de honrar o arquitecto da unidade nacional, numa instituição de relevo na vida anglicana, ainda que humilde. O nome Mondlane não nos é alheio, anglicanamente falando”, disse Sengulane.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Universidade Eduardo Mondlane já realizou inscrições para os exames de admissão referentes ao ano académico de 2010 sem, no entanto, contemplar a nova Faculdade. Sobre o procedimento a dar, Couto disse que será aberta uma excepção no sentido de se realizarem exames de admissão para o curso de Filosofia e posterior arranque do curso que, numa primeira fase, não terá mais do que cem estudantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta e a primeira vez na história da Universidade Eduardo Mondlane que se tem Filosofia como curso. Segundo o reitor, existe capacidade de resposta em termos de docentes para darem início às aulas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-4119418792457504313?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/4119418792457504313/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=4119418792457504313' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/4119418792457504313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/4119418792457504313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2009/12/nova-faculdade-de-filosofia-abre-em.html' title='Nova Faculdade de Filosofia abre em Moçambique'/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/SzCeRtHTAPI/AAAAAAAAACc/giiRSqttTAY/s72-c/DSC_0877.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-2733407411627286244</id><published>2009-12-14T23:01:00.001-08:00</published><updated>2009-12-14T23:01:59.619-08:00</updated><title type='text'>Convite para Filosofia</title><content type='html'>A Filosofia foi vista desde a Antiguidade (séc.III a.C.) como um instrumento para a convivência social entre os homens, e como uma arma indispensável para a compreensão do mundo. Infelizmente, hoje em dia, a Filosofia tem sido vista como mais uma ciência inválida e desnecessária para a sociedade em via de desenvolvimento, baseada na técnica, no consumo, na pobreza e no Capitalismo desenfreado. E outros aind argumentam que o países como Moçambique não precisam de Filosofia, e muito menos de Filósofos, porque ao invés de diminuirem a pobreza a Filosofia aumenta os problemas (cria problemas desnecessários). E quanto mais o tempo passa a Filosofia vai sendo considerada como uma ciência arcaica e meramente auxiliar, dependente da misericórdia das  outras ciências e da boa vontade das políticas educacionais, o que faz com que o papel da Filosofia seja a do museu de onde o pensamento especulativo surgiu.&lt;br /&gt;O pensar foi reduzido a condição secundária do capitalizar, a um mero elo entre a produção e o consumo. As sociedades em vias de Desenvolvimento querem dinheiro e não raciocínio. Os homens buscam o momentâneo e o não valoroso, as escolas formam máquinas e não homens, na política mais vale a mentira que a verdade...e é assim que o mundo vai, mas para onde irá a Filosofia? Vamos Deixá-la a mercê do destino e da economização da ciência? Vamos deixá-la envelhecer em prateleiras de escolas universidades ou vamos apresentá-la ao mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Filosofia é necessária e importante, mas para permitir a sua integração na sociedade devemos pensar em estratégias úteis de integração na sociedade (polis) como faziam os atenienses, os romanos e os alemães. Temos de envidar esforços contínuos para preservação e inovação da problemática filosófica em Moçambique. É tempo de Pensar e Dialogar de uma maneira mais aberta, quebrar a dicotomia Instituições de Ensino e Universidades, e propor a melhor maneira de promover o pensamento e raciocínio filosóficos!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Centro de Filosofia Aberta em Moçambique (CFAM), é uma iniciativa moçambicana que pretende reaver o espaço perdido da Filosofia na sociedade através de vários meios: Palestras, conversas, convívios, grupos de leituras e massificação em rede dos problemas da Filosofia na sociedade. É importante refrisar e valorizar o pensamento crítico-reflexivo mas também interventivo da Filosofia na sociedade. Porque um povo sem entendimento, indubitavelmente perece. E é o nosso desejo, aumentar o entendimento em relação a Democracia, Justiça sócio-económico, direitos humanos, trabalho, educação e artes através da Filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, convido-vos para juntos fazermos parte desta iniciativa e invidarmos esforços para uma nova compreensão e insersão da Filosofia na nossa Nação. Façamos esforços para começarmos o mais rápido com acções de respostas a esta fragilidade. Comecemos a dialogar com todas as esferas sociais e todas as áreas de saber para promovermos uma nação consciente e racional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos todos juntos unir-nos por uma Flosofia Aberta, porque tudo depende de mim e de ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UMUNTU NGUMUNTU NGABANTU&lt;br /&gt; Uma pessoa é uma pessoa por causa de outras pessoas.&lt;br /&gt; (Eu sou porque você é, e você é porque nós somos).&lt;br /&gt;Ditado Zulu&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-2733407411627286244?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/2733407411627286244/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=2733407411627286244' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/2733407411627286244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/2733407411627286244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2009/12/convite-para-filosofia.html' title='Convite para Filosofia'/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-1689753505635775306</id><published>2009-10-14T03:24:00.000-07:00</published><updated>2009-10-14T03:25:40.003-07:00</updated><title type='text'>Os vocabulários e a percepção!!!</title><content type='html'>Certo dia, ao chegar a casa, o Sr. Adalberto (Jurista) ouviu um barulho estranho vindo do fundo do seu quintal. Foi ao local, onde constatou haver um larapio que tentava levar seus patos de&lt;br /&gt;criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo,  que tentava pular o muro com os seus amados patos, e gritou-lhe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ohhh bicéfalo anacroto não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo acto vil e sorrateiro acto de profanares o recôndito de minha habitação e levares os meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo, mas se é para zombardes de minha elevada prosopopeia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com o meu cajado fosfórico bem no alto da sua sinagoga e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potencia do que o vulgo denomina por nada.  &lt;br /&gt;&gt; E o ladrão, tudo confuso, equivocado e ofegante,  pergunta:·&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Dr., é para levar ou deixar os patos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-1689753505635775306?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/1689753505635775306/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=1689753505635775306' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/1689753505635775306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/1689753505635775306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2009/10/os-vocabularios-e-percepcao.html' title='Os vocabulários e a percepção!!!'/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-3490246751325712687</id><published>2009-08-17T03:56:00.000-07:00</published><updated>2009-08-17T05:47:33.603-07:00</updated><title type='text'>Sobre matrecos: possibilidades e impossibilidades de uma identidade</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFIELDU%7E1%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; 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 &lt;ul  style="margin-top: 0cm;font-family:arial;" type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Uma pretenciosa reflexão “filosófica” sobre a obra &lt;i style=""&gt;Falas Impossíveis&lt;/i&gt; de Amarildo      Valeriano&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-left: 18pt; text-align: center;font-family:arial;" align="center"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-left: 18pt; text-align: center;font-family:arial;" align="center"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="margin-left: 18pt; text-align: center;font-family:arial;" align="center"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Gerson Geraldo Machevo&lt;a style="" href="http://www.blogger.com/post-create.do#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-left: 18pt; text-align: center;font-family:arial;" align="center"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-left: 18pt; text-align: right;font-family:arial;" align="right"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Para Sánia Mariza Matusse&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="margin-left: 18pt; text-align: right;font-family:arial;" align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A poesia é sempre vista como bebida de resmungões e desiludidos durante anos, (desculpem-me os poetas por esta afirmação), sempre os poetas falam de coisas que não percebemos, movem-se entre metáforas e hipérboles em todas as direcções. Por essas razões entre pensadores tão originais como Platão ouviu-se dizer mal da poesia, pois ela aliena o homem, aliena a existência e inventa mundos utópicos. Mas no meio de tanta bebedeira e tropeços alguns poetas conseguiram expressar a alma do seu povo e até algumas vezes a sua própria alma, razão pela qual algumas pessoas preferem sempre aos poetas que aos filósofos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Poesia é loucura e filosofia é sabedoria, assim definiram alguns iluministas, a emoção pertencia aos seres minorizados enquanto que a razão pertencia a seres iluminados. Esta oposição constante entre pensamentos e emoções, entre consciência e demência, e entre a imaginação e o concreto fez com que o Ludwig WIttgenstein declarasse que “do que se não falar, é melhor calar-se”, ou por outra, sobre o que é impossível dizer-se o possível é não dizer nada!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Já antes disse que o Sr. Valeriano empenhou-se na busca de uma ambição pouco filosófica e pouco racional, porque como falaria ele do impossível, o que ele poderia nos dizer com essas falas impossíveis (mas possíveis ao seu ver). A sua obra por mais que pareça mais um daqueles goles de ilusão, ainda aparenta algumas semelhanças com&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a realidade. Ora se de contrário pelo menos o seu anseio em expressar a realidade com falas poéticas, procura apresentar-nos algumas verdades. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Depois de algum tempo de reflexão apercebi-me de algo que George Berkeley disse a três séculos atrás, “só existimos quando somos percebidos”, e não apenas quando pensamos (como defendia Descartes) ou sofremos a angústia (Sartre). As falas impossíveis de Amarildo Valeriano são uma tentativa de afirmação uma possível identidade e uma cosmovisão pertencentes à um sujeito em busca de uma auto-compreensão. Como ele afirma no poema Descorte:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center;font-family:arial;" align="center"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center;font-family:arial;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Eis a diferença&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center;font-family:arial;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Como se o ser&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center;font-family:arial;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mais é&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center;font-family:arial;" align="center"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O que foi, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A poesia de Amarildo Valeriano é essa confiança de uma afirmação identitária de um ser cosmopolita, de um ser solitário, globalizado e localizado numa realidade onde os seus ideais repousam em ideias sobre um mundo impossível/possível.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Como ele chega a afirmar no poema Liberdade em tom maior “choramos quando nascemos mas ninguém ousa perguntar porque viemos!”. A identidade possível na poesia de Amarildo é uma fala impossível, indizível e impronunciável, mas imaginável. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O jogo desenhado entre o passado, o presente e o futuro nas falas valerianas fazem-me repensar na ideia escondida por trás das palavras do valeriano, o homem contemporâneo é uma identidade matreca, pois, “está na moda ser matreco”. A crítica que ele desenha a sociedade actual representa para além da busca de uma identidade individual o sentimento de uma colectividade de seres sem vozes, sem falas, mas que sentem-se desorientados num mundo quase comum num universo incomum. Há um sentimento de revolta e de construção identitária que carece de alguma profundidade (navegação que me proponho a fazer futuramente, porque é um empreedimento filosófico).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Por fim, podemos dizer uma racionalidade oculta nas frases bêbadas/emocionais do poeta Valeriano, uma racionalidade emocional que nos convida a uma procura interna de nós mesmos. Existem sentenças projectivas que se relacionam com o quotidiano de todos nós. A vontade de um poder ilimitado de acabar com a injustiça. Como ele afirma: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center;font-family:arial;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mas eu gosto de certos poetas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center;font-family:arial;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Que sem compromissos nem complexos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center;font-family:arial;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Não temem em dizer a verdade&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: center;font-family:arial;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Tal como ela é; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style=""&gt;&lt;hr style="font-family: arial;" size="1" width="33%" align="left"&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div style="" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="font-family: arial;" href="http://www.blogger.com/post-create.do#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span  lang="EN-US" style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Licenciado em Ensino de Filosofia&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-3490246751325712687?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/3490246751325712687/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=3490246751325712687' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/3490246751325712687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/3490246751325712687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2009/08/sobre-matrecos-possibilidades-e.html' title='Sobre matrecos: possibilidades e impossibilidades de uma identidade'/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-8105529838211667899</id><published>2009-08-17T03:50:00.000-07:00</published><updated>2009-08-17T03:52:37.491-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Moçambique'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filósofo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><title type='text'>Filosofia sem Filósofos</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Uma &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Filosofia sem filósofos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ensaio sobre o papel da Filosofia em Moçambique&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:'Garamond';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Gerson Geraldo Machevo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a name="_ftnref1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dcs2mpn2_97vktj7ws&amp;amp;btr=EmailImport#_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ap&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ós a leitura da obra &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os Tempos da Filosofia &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;de Severino Ngoenha apercebi-me que, a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; tradição filosófica ocidental permitiu que cada época fosse marcada distintamente pelo seu modo de interpretar a realidade e conceber o mundo. Ao contrário em África, foram as formas de lutar para conceber uma melhor sociedade que determinaram a caracterização das mesmas. Por isso, é mais fácil para uma criança entender o significado do poder da violência, ao invés de perceber a importância  e o valor do silêncio. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pois, o acontecimento e não o motivo é que está por detrás da sua percepção da realidade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O acontecimento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; está para o moçambicano &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;como &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;o pensamento &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;está para &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;os ocidentais. Pelo simples facto de a realidade para nós ser determinada pelo pensamento e ideias de outros, partindo de uma maquete preconcebida para posterioremente determinarmos o modo de vida da nossa sociedade. Por outro lado, quando houve uma aproximação ao modo ocidental, o despertar do pensamento bloqueiou a veia de acção. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A tradição literária moçambicana pelo seu centralismo no passado, no tradicional e não na utopia reduziu a importância do pensamento e dos pensadores por se considerar que talvez fosse melhor usar parábolas e outras formas de ocultar verdades para explicar a sociedade. Perpetuou-se assim a ideia segundo a qual, “o povo” percebe melhor o mundo ao seu por meio de anedotas, músicas e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;não por meio de textos argumentativos (talvez seja por isso que não tenhamos uma cultura de ensaios). O pensamento tornou-se uma mera palavra, usada para explicar algo essencial existente no consciente do homem que o permite ter acesso a ideias e perpetuar o modo de luta e explicar os seus anseios. O pensamento não é uma arma, e muito menos uma força. O pensamento equivale a meras palavras fanatasiosas para expressar ansiedades. É uma arma para a burla. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Neste sentido, a emergência de um pensamento filosófico na sociedade moçambicana suscita diversas questões e entre as quais a mais importante: Qual é a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;necessidade da Filosofia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; na sociedade mo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;çambicana? Esta questão poderá ser respondida de vári&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;as formas contudo na maior parte das vezes a resposta mais óbvia é que a sociedade moçambicana, não necessita de Filosofia. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ora, essa posição anti-filosofia é válida no sentido do percurso intelectual da nação ter sido caracterizado por posições opostas quanto ao significado do que seria “filosofia”: 1) filosofia era padres e aqueles que estudavam em seminários; 2) filosofia significava a ideologia marxista; 3) filosofia &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;seriam apenas princípios da vida em geral; 4) filosofia era para loucos (posição popular); contrariamente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; a essas quatro posições por volta dos anos 1990 no alvorecer da democracia em moçambique, a filosofia foi introduzida nas escolas com intuito de ser um instrumento argumentativo passível de introduzir o cidadão na sociedade e fazer as suas escolhas com base em argumentos lógicos (enquanto por outro lado preparava o aluno para o ensino superior). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Todas as posições são válidas á sua maneira, cada uma depende do contexto em que e&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;stiver enquadrada, por mais que a filosofia seja para loucos. Um filosófo alemão (Friedrich Nietzsche) disse que a filosofia numa sociedade ou cura as pessoas ou torna-as mais doentes.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na minha opinião é o conceito de pensamento que as pessoas têm que determina a forma como elas entendem Filosofia. Se o pensamento for algo complexo, só serve para enlouquecer. E se o pensamento for simples de mais, é inútil. Portanto, a filosofia d&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;e nada servirá porque os pensamentos não se tocam.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por isso, da inutilidade da filosofia poucas são as pessoas que aderem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; a ela com o intuito de usar as ferramentas numa perspectiva puramente académica. Muitos dos que aderem aos cursos de filosofia aderem por uma questão meramente económica e prestigiosa, no sentido de possuirem um grau universitário e um estatuto social. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E muitos deles depois esquecem do valor da própria filosofia. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por outro lado, temos um outro grupo de filósofos na nossa sociedade, para os quais sendo a filosofia um mero instrumento filosófico, levará muito tempo para que ela possa ser entendida na sociedade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;. Devendo a filosofia ser confinada nas universidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;s e de vez em quando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;sair para debates, colóquios e simpósios. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A filosofia é igualada a coruja de minerva, que levanta-se ao anoitecer (como defendem Hegel e Ngoenha).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas se a filosofia vem tarde, ninguém necessita dela. Quem irá necessitar de um médico depois de ter morrido. Que sociedade precisa de uma ciência silenciosa? A filosofia parece estar a separar-se dos reais problemas da sociedade, e o filósofo parece tornar-se um covarde&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; amedrontado não-sei-de quê.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Da contemplação&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; filosófica&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; para acção-interacção&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;social&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A covardia filosófica reside no facto de muitos filósofos defenderem  que o papel do filósofo ser o de reflectir sobre o mundo. O filósofo é por natureza um pensador, por essa razão não irá demonstrar nenhuma acção visível como a do pedreiro, a do arquicteto, a de um médico, etc. Realmente não, mas como Marx disse, não é tempo de contemplar/reflectir sobre o mundo, o mais importante é &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;transformar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; a sociedade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Acredito que o foco na filosofia tem desnorteado a verdadeira função desta na sociedade moçambicana. Pois, as pessoas ap&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;rendem a pensar mas não aprendem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; a agir, não se empreendem para “transformar”. Pois todos os seus ídolos, o Platão, Aristóteles, Hegel e Voltaire, não os ensinaram a agir, mas a sonhar. E o seu sonho não pode ser partilhado antes do anoitecer. O ideal seria estar assentado sobre uma pedra com a mão sob o queixo, como a estátua “o pensador” de Auguste Rodin. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A filosofia em M&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;oçambique parece reflectir sobre uma sociedade ilusória, um mundo de pensamentos que nenhum cidadão real tem acesso. Pois os problemas reais e imediatos não são reflectidos, ao menos. Porque parece ser uma espécie de pecado reflectir sobre o “agora”, por ser mais cômodo relectir sobre o “ontem”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Acredito ser necessário deixar-se de esconder por detrás da coruja e enfrentar o mundo de hoje.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Imaginemos então se essa coruja moçambicana de tão jovem que é perder a visão? Qual será o seu fim? Será que morrerá á fome e cega, apesar de ainda poder voar? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A real presença da filosofia na sociedade moçambicana carece de uma mudança de perspectiva em relação aqueles que a fazem. Pois a filosofia não pode existir sem filósofos. Acredito que este é que tem sido o grande problema, a centralização sobre a Filosofia e não aqueles que fazem sentir a sua presença. Ainda não entendemos que a sociedade necessita de uma melhor percepção sobre qual é a responsabilidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; do filósofo na sociedade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Da covardia á ousadia filosófi&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;c&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Enquanto o filósofo manter-se calado ele estará a ignorar os problemas do seu país, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;estes esforços fúteis para filo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;sofar seu caminho em direcção à relevância política são  um sintoma do que acontece quando retira-se do ativismo e adota uma abordagem espectatorial dos problemas do seu país&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, como defendeu o filósofo americano Richard Rorty, em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Para Realizar a América&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; (1999,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;130). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pois a posição de um espectador a espera de um golo favorável para a sua equipa, em nada permite ao filósofo a influenciar a sua sociedade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Acredito com isso, deixarmos de centralizar o debate na filosofia, mas responsabilizar o filosófo sobre o papel de restaurar o papel da Filosofia na sociedade ou denegri-la mais. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O pensador americano considerava que a centralização do filósofo na “teoria” afasta-o  da realidade, dos “&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;reais problemas dos homens&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;”.  A grande acção filosófia seria uma focalização &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; da actividade filisófica (seja metafísica, antropologia, política, etc.) deixe de focalizar os problemas dos livros e enfatizar os problemas da sociedade. O orgulho filosófico não deve impedir a verificar os problemas sociais, senão de outra forma vai-se plantar um árvore no meio no mar. O problema é o de se pensar que o “povo” sabe o que irá fazer e que os costumes permanecerão os mesmos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas o problema reside no facto de ensinar o “povo” a saber fazer as suas escolhas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quando Sócrates, Russel, Rousseau ou Chomsky denunciaram as suas sociedades&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; ou &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;quando Ngoenha tenta denunciar &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, não cruzaram os braços a espera da&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;s consequências das escolhas do seu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;povo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, mas tentaram ajudar o “povo”a compreender melhor como é que poderiam aprender a melhorar a sua sociedade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eles pretendiam trazer mudanças significativas ao estado da sua sociedade, não meramente através do pensamento mas por meio de acção. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A sociedade moçambicana não precisa de Filosofia. Entendam Filosofia enquanto um corpo teórico de conhecimentos confinados á universidade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ou seja, o pensamento confinado a mera&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; contemplação e auto-satisfação, aquele aspecto complexo do saber que apenas pocuos tem acesso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Como também, aquele enigma de conhecimentos que somente os “escolhidos” têm acesso. É necessário responsabilizar o filósofo como o agente de mudança. Senão, no vão do pensamento o filósofo irá esquecer-se da questão pertinente feita por Kant: “O que posso fazer?” E não apenas “o que é posso saber?”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Essa mudança da posição centrada na filosofia para a posição centrada no filósofo permite abandonar-se o argumento segundo o qual a Filosofia é desncessária para a sociedade. Pois, se culpamos a Filosofia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; é o mesmo que se acusássemos um fantasma. Mas se culp&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;amos o filósofo, seja ele Ron&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;guane&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, Ngoenha, Castiano, Muianga ou Gingir apontamos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; o dedo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; para um sujeito pensamente capaz de responder pelos seus actos. E é responsabilidade deste mesmo sujeito responder as inquietações da sua sociedade. É importante que o filósofo deixe de pensar mas comece a agir na arena social (por mais que seja por meio de pensamentos). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ora, a minha opinião é a mesma que a do filósofo beni&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;nense&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Paulin Hontoundji, segundo a qual a escrita é meio mais importantíssimo para a identificação do filósofo. Se não for pela escrita que seja por meio de uma acção visível para sociedade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;. Que não esteja confinada á uma plateia privada específica mas que a participação seja feita de uma forma mais pública. Na qual as palestras po&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ssam incluir a sociedade civil, e as ideias do filósofo partilhadas com todos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por outro lado, é importante ressaltar a importância da utopia porque é isso que faz com que o filósofo possa contribuir de uma forma significativa para a sua sociedade. Se o filósofo não sonha o seu mundo fica inacessível, intocável e impossível porque ninguém irá saber o que é que ele faz. Mas se ele partilhar formas viáveis de&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; melhorar a sua sociedade ou uma das esferas, poderemos compreender o valor da sua tarefa na sociedade actual. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A ousadia filósofica reside na possibilidade do filósofo expressar a sua liberdade, por mais que a sociedade não permita, ele terá de inventar novas maneiras de expressar o seu pensamento contra a violência, a hipocrisia e a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;desumanidade. É importante perceber-se que o filósofo sem ousadia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; é como um saco vazio. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E é necessário que se perceba que a tarefa de restaurar a imagem negativizada da Filosofia está ao seu encargo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 18pt; margin-right: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em resumo, a sociedade necessita de filósofos ou interessados em Filosofia que abandonem o espírito de auto-contemplação e o espectatorismo distanciado para virarem-se para o campo de maior intervenção na sociedade. A violência do mundo requer uma outra visão, um outro agir, uma contribuição que só filósofo pode fazer e não a Filosofia. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;hr size="1" align="left"&gt;&lt;p style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;"&gt;&lt;a name="_ftn1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://docs.google.com/Doc?id=dcs2mpn2_97vktj7ws&amp;amp;btr=EmailImport#_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Licenciado em Ensino de Filosofia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-8105529838211667899?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/8105529838211667899/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=8105529838211667899' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/8105529838211667899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/8105529838211667899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2009/08/filosofia-sem-filosofos.html' title='Filosofia sem Filósofos'/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-440015925424146034.post-7045724957607030627</id><published>2008-09-21T12:50:00.000-07:00</published><updated>2008-09-21T12:58:27.077-07:00</updated><title type='text'>O Currículo Local como Resistência Identitária</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O currículo local como discurso identitário&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Resumo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A educação do africano desde o século.XIX tem sido vista como uma forma de europeização e  desvalorização do próprio negro africano em relação aos saberes padronizados pelo ocidente. Contudo após as independências coloniais os africanos permanecem de certa forma reféns daquela imagem como escravos que precisam de ser domesticados ou assimilados para atingirem a categoria social de “seres humanos”. Porque foi principalmente pela educação ou a exclusão dela que o africano aprendeu a desvalorizar-se em relação ao seu outro pois as normas morais que regiam a sua identidade o definiam como sendo inferior em relação ao outro. O currículo é visto nesta perspectiva como um discurso inteiramente identitário, pois promove, cria ou reprime identidades.&lt;br /&gt;O currículo local é visto actualmente como uma das formas de não marginalizar os saberes indígenas ou endógenos permitindo a inclusão do africano no processo de produção de conhecimento. A partir deste ponto defendo que o currículo local é uma afirmação identitária em forma de resistência que o africano tomou para se afirmar em relação ao saber “ universal” (hegemónico) ocidental. O currículo local deixa de ser um instrumento pacífico e torna-se um meio de resistência silenciosa que o africano optou para permitir a produção de um conhecimento endógeno.&lt;br /&gt;O autor pretende reflectir essa perspectiva tendo em conta o contexto educacional moçambicano que se propôs a incluir o currículo local nos seus programas de ensino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Palavras-Chave&lt;/strong&gt;: Identidade, Currículo local, Resistência, Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Introdução&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A educação moçambicana foi e é uma construção identitária, pois o objectivo é o de formar um indivíduo partindo ou de categorias locais ou de categorias universais. E a educação, através do currículo, proporciona potencialmente o tipo de homem que se pretende em cada uma das sociedades.&lt;br /&gt;A sociedade moçambicana passou por diversas fases históricas que nos permitirão observar as transformações no discurso identitário, particularmente no currículo. O moçambicano parecia ser um indivíduo em dois mundos ou um alienígena numa sociedade estranha apesar dele ter nascido nela, pois a identidade local via-se por vezes suplantada pela identidade universal ou pela identidade imposta.&lt;br /&gt;Este ensaio quer reflectir sobre as seguintes questões: 1) Será o currículo local alguma novidade? 2) Qual é de certa forma a sua origem? 3) Qual é o papel do currículo local hoje?. Partindo do pressuposto que a abordagem é um desafio propositado em relação a questão de produção de identidades no conflito entre o tradicional e o moderno.&lt;br /&gt;A questão da participação no processo de produção de conhecimento traz em voga a questão do currículo local como uma questão de autenticidade mas ao mesmo tempo um desafio de legitimidade. Pois os critérios de validação dos saberes locais ainda não estão claros fora da comunidade que os pratica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O currículo tradicional e o currículo colonial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anteriormente a educação do africano e particularmente do moçambicano era feita de acordo com o sistema tribal, do clã e familiar para que o indivíduo pudesse dotar-se de uma identidade que lhe permitisse não apenas conviver no seu meio mas também contribuir para o seu próprio meio. Ora este conjunto de elementos que eram veiculados no ensino e passados de geração em geração consideraremos como educação tradicional, apesar de outros autores tenderem a considerar que a educação tradicional seja outra coisa. E todos os povos do mundo possuíam ou possuem esse tipo de instrução pelo que consideraremos que os nativos de Moçambique também possuíam. O conteúdo desses ensinamentos era transmitido por pessoas mais velhas e instruídas (no sentido possuírem mais experiência) e transmitidos ou para toda a comunidade ou para alguns elementos da comunidade.&lt;br /&gt;O currículo tradicional era composto de elementos folclóricos como é o caso de cantos, anedotas, adivinhas, histórias e mitos, mas por outro lado era composto por elementos práticos que dependiam do tipo de trabalho com que a tribo e o clã se identificavam (pesca, caça, tapeçaria etc.), do meio em que se encontrava (os do interior dedicavam-se inteiramente a caça e os que se encontravam próximo de condições fluviais praticavam maioritariamente a pesca)  e também da idade e sexo (os homens iam a caça ou pesca, enquanto que as mulheres dedicavam-se a recolecção e actividades domésticas).&lt;br /&gt;O objectivo da educação tradicional era o de formar integralmente o homem para o mundo que o rodeava através de um forte ensino baseado nos valores da tribo, nas actividades do clã e no ofício da família. Neste sentido diremos que o objectivo era a identificação do homem com o que era local. Formava-se o homem com as aptidões físicas e intelectuais que eram necessárias para a sua sobrevivência no seio da tribo, pois o mais importante era a coesão no grupo. As finalidades dessa educação consistiam na promoção das necessidades de segurança, alimentação e refúgio ao lado da significação obtida no seio da tribo.&lt;br /&gt;O currículo tradicional não fragmentava o conhecimento a fim de poder formar uma coerência na aprendizagem através do ensino simultâneo das tradições, dos valores, da língua, da cosmovisão, etc. Manuel Golias (1993:27-28) considera como alguns elementos dessa pedagogia tradicional os seguintes: i) Ligação  íntima da educação com as realidades quotidianas da vida; ii) Pragmatismo dos métodos; iii) Educação sexual.&lt;br /&gt;Os ritos praticados na tribo não só simbolizavam mas também veiculavam uma enorme carga de saberes que permitiam ao indivíduo a uma plena realização no seio do seu povo como também lhe proporciona a harmonia com o meio que lhe rodeava. Os homens não entendiam a natureza como um mero meio para ser explorado mas acima de tudo um meio que lhes proporcionava as condições necessárias para que eles pudessem continuar com a sua existência.&lt;br /&gt;Ora este tipo de educação começou a ser de certa forma desprezada e ao mesmo tempo esquecida com o advento de uma outra, a educação colonial. E a educação tradicional passou a ser vista como uma educação ultrapassada e demodé.&lt;br /&gt;A educação colonial era aquela, conforme o nome diz, que seguia os padrões das metrópoles coloniais, e no caso de Moçambique a educação colonial seguia o padrão colonial português. O objectivo era o de colonizar as culturas ditas tradicionais e substituí-las com as culturas modernas.&lt;br /&gt;A novidade que a educação colonial trouxe consigo foi a criação de escolas como centro de aprendizagem, um espaço onde o conhecimento era sistematizado, elaborado e transmitido. Foi primeiramente entregue as missões a tarefa de ensinar aos indígenas/nativos a civilização ocidental e “inseri-los” na história da humanidade. As missões serviam de instrumentos coloniais favorecidos para a exploração de terras e conquista de territórios (NGOENHA, 2000:64). Os missionários e os sacerdotes (maioritariamente jesuítas) é que eram os educadores por excelência, o que implicava que os valores ensinados fossem os da cristandade, o evolucionismo e alguns ideais do iluminismo. A educação posteriormente na década de 1940 passou, através da Concordata (1940) e o Estatuto Missionário (1941), a ser inteiramente confiado aos missionários obedecendo a uma orientação doutrinária nacionalista-portuguesa.&lt;br /&gt;Com a introdução do ensino rudimentar destinado especialmente aos indígenas, a escolarização passou a ser feita na língua portuguesa, que era alheia para os indígenas moçambicanos. Os nativos de Moçambique foram obrigados a aprender o Português e adoptá-lo como sua língua. Iniciando-se aí um processo de expansão do império português.&lt;br /&gt;O sistema de assimilação introduzido nas escolas coloniais, consistia numa europeização dos moçambicanos através da desnaturalização linguística e cultural, pois os povos dominados aprendiam a comunicar-se na língua do colono e aprendiam a geografia, a história, e a ética colonial. Como afirmou Mondlane (1977:63):&lt;br /&gt;“A análise do conteúdo dos livros de estudo indica que em tudo se foca a cultura portuguesa; a história e a geografia africanas são totalmente ignoradas, toda a atenção incide sobre a língua portuguesa, a geografia das descobertas e conquistas dos Portugueses; moralidade cristã; artesanato e agricultura”.&lt;br /&gt;Neste sentido o processo de assimilação era uma via legal que permitia que o indígena “selvagem” se tornasse “civilizado”, partindo da requisição de uma cidadania portuguesa a um tribunal local&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=440015925424146034#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;. O indígena assimilava a cultura europeia e renegava a sua identidade. Contudo Severino Ngoenha (2000:76) considerou que tal processo não era de assimilação mas de domesticação do indígena pois “em nenhum momento Portugal quis fazer de Moçambique e dos moçambicanos portugueses (...)A intenção era domesticar os moçambicanos e pô-los ao serviço dos portugueses”.&lt;br /&gt;E educação colonial era neste sentido um processo de alienação do indígena apesar de ter aberto as portas para um alfabetismo à l’Europe. Os conteúdos eram sistematizados, mas a abertura para uma identidade do indígena era totalmente remota. Criava-se na escola uma espécie de zoológico onde os ocultava-se aos indígenas a sua verdadeira realidade e potencialidades. As políticas de dominação impostas pelo colonialismo trouxeram o indígena para a escola fazendo-o esquecer da sua própria condição africana através de uma pedagogia alienante.&lt;br /&gt;Mas como pode-se forjar um currículo que permita o reenquadramento do indígena à sua própria realidade e expô-lo as suas próprias potencialidades? Como é que a educação poderá fazer valer o sentido da existência do africano?&lt;br /&gt;Ora, muitos africanos assimilados conseguiram através das missões bolsas de estudo para irem estudar nas metrópoles, e lá iniciaram com o processo de luta contra a colonização. Pois com a abertura para o mundo a sua própria percepção fez com que muitos reconsiderassem a possibilidade de outros como eles também poderem ter acesso as mesmas condições educativas a que eles foram susceptíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As lutas pela identidade (nacionalismo africano e comunismo)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Por volta da década de 1960 iniciou-se nas colónias anglófonas, francófonas e lusófonas o combate contra o colonialismo e em Moçambique, através da FRELIMO em 1975 conquistou-se a independência. Mas a conquista da independência trouxe consigo dois problemas relacionados com a escola: 1) Deveria continuar-se com o currículo colonial?  2) Será que deve-se retornar aos modelos tradicionais de ensino?. Mas continuar com o modelo colonial implicava perpetuar o colonialismo e segundo retroceder ao modelo tradicionalista implicava negar a evolução do próprio ensino. A educação no período da independência é que iria determinar a geração pós-independência e o futuro da própria nação. De certo que não se queria nem um moçambicano europeizado mas também não se queria um africano “ parado no tempo”.&lt;br /&gt;Ora o governo moçambicano saído da independência tinha que formular uma educação que permitisse uma identificação com a realidade moçambicana, combate ao tribalismo e com especialistas para responder as diversas demandas existentes na Nação. A única saída era aliar-se ao elemento ideológico vigente na época, o Marxismo-Leninismo, pois de certa forma parecia contribuir para o sentido de identidade nacional.&lt;br /&gt;A educação baseada na ideologia socialista soviética permitiu à inclusão na escola não só de elementos políticos-ideológicos mas também a formação de professores para as diversas matérias que se pretendiam ensinar. Desse modo houve uma extensão da rede escolar para um maior número de moçambicanos que durante o período colonial não teve acesso as disciplinas escolares.&lt;br /&gt;O objectivo da educação era a formação do “Homem Novo, com plena consciência do poder da sua inteligência e da força transformadora do seu trabalho na sociedade e na Natureza; oHomem Novo, livre de concepções supersticiosas e subjectivas” (MAZULA, 1995:110). Esta educação visava a unidade nacional baseada numa educação revolucionária, aberta e científica. Para que o moçambicano não perde-se a sua identidade e ao mesmo tempo pudesse se incluir no mundo. Mas o problema é que a FRELIMO olhou  a sociedade tradicional como uma sociedade feudal e tribal, abstendo-se de incluir muitos dos elementos culturais dos indígenas por serem incompatíveis com os projectos políticos de modernização sócio-económica.&lt;br /&gt;A educação tradicional foi vista neste novo processo de reestruturação curricular como sendo conservadora de valores ultrapassados. O tradicional foi considerado como sendo primitivo e inadequado para as necessidades modernas da sociedade moçambicana. Pelo que optou-se por apenas enquadrar no ensino apenas a produção agrícola como uma disciplina que tivesse relação com os saberes tradicionais.&lt;br /&gt;O Homem Novo era totalmente anti-tradicionalista semelhante ao do ideal moderno-iluminista que devia seguir apenas a luz da razão e basear-se na técnica. Porque o tradicional era visto como obscurantista, foi visto como um perigo para o progresso social proposto pela FRELIMO. Acentua-se mais um currículo ligado com a prática e anti-tribal para a consolidação do projecto de moçambicanidade.&lt;br /&gt;Os componentes identitários neste período eram mais considerados de acordo com as políticas ideológicas que com a realidade local de cada uma das regiões, pois era mais importante consolidar a identidade nacional como também a consciência ideológica do Homem Novo.&lt;br /&gt;As línguas locais foram novamente excluídas do Sistema Nacional de Educação de forma que se optou na adopção da língua portuguesa como a língua da unidade nacional. E as línguas moçambicanas não podendo ser nacionais foram expostas ao confinamento das aldeias. Neste sentido o seu enquadramento nas escolas nacionais não passava de mera utopia, pois não constava nos planos do governo.&lt;br /&gt;O projecto social desenvolvido pretendia  desenvolver uma identidade nacional a fim de fazer-se perceber o conjunto. Era um projecto de totalidade social e não de particularidades. A educação devia zelar pela solidificação do conjunto e não das partes.&lt;br /&gt;Mas a ideologia como defende Elungu (1984:134) faz com que a educação não liberte tornando-se num factor alienante. Neste sentido, Elungu pretende afirmar que a educação possui apenas um elemento e um contributo técnico para a sociedade sem influenciar consistente no comportamento moral dos cidadãos. Porque estes cidadãos olham a educação como um mero meio de aquisição de certos objectivos.&lt;br /&gt;A educação nacionalista ideológica permitiu a consistência de uma identidade nacional mas desprezou os perigos advindos desse currículo. Pois de certa forma contribuiu mais ainda para a marginalização dos saberes tradicionais/locais existentes nas comunidades. Abrindo a mão para aquilo que chamaríamos de «crise de identidade» pois apesar de se ser moçambicano as escolas continuavam a ensinar maioritariamente o que  era exterior a realidade local. A marginalização dos saberes locais contribuiu fortemente para uma incompreensão das identidades particulares na educação.&lt;br /&gt;A educação nacionalista contribuiu, como argumenta Castiano (2005:81), para dar ao moçambicano  “ uma dimensão metafísica (ao inferir qualidades humanas universais) e ao mesmo tempo ter tentado concretizar estas qualidades numa realidade concreta (Moçambique) e enquadrá-las numa luta concreta: a luta pela liberdade”.&lt;br /&gt;Perante esta abertura para o mundo e a tentativa de consolidação identitária, o projecto educacional moçcambicano carecia, como defendi acima, de uma desmarginalização dos saberes locais e revalorização do que se considerava como tradicional e podia ser usado na escola.&lt;br /&gt;Depois da crise do comunismo soviético, muitos países africanos, como é o caso de Moçambique optaram pelo sistema económico capitalista. E isto mais uma vez, levou a questão da fundamentação da educação.&lt;br /&gt;A partir de 1987 a educação moçambicana toma novos contornos através da exclusão das disciplinas de carácter ideológico e início de parcerias com o estrangeiro. Ora, as mudanças políticas e sociais fazem com que se repense no projecto educacional moçambicano. O aumento de ajudas externas aumentou a dependência do próprio país no desenho de políticas educativas  dependentes do exterior.&lt;br /&gt;A questão que se faz é saber-se até que ponto a educação moçambicana neste período subjacente será realmente moçambicana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Interacção discursiva entre o local e o global&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o IV Congresso da Frelimo iniciou o longo período de parcerias entre o Banco Mundial (BM) e FMI (Fundo Monetário Internacional), devido ao Plano de Recuperação Económica (PRE). O país iniciou um longo processo de  recepção de donativos e empréstimos que haveriam de influenciar fortemente o sistema educacional. A agenda dessas organizações visava principalmente reabilitar as escolas destruídas durante a guerra e a formação de professores como também desenhar a educação no  período pós-guerra (CASTIANO, NGOENHA, BERTHOUD, 2004:107).&lt;br /&gt;Contudo as organizações internacionais não só disponibilizavam fundos de ajuda, mas através da assistência técnica, elas tem tido grande impacto na formulação de políticas e de estratégias de desenvolvimento da educação em Moçambique. A assistência técnica era providenciada por estrangeiros o que dificultava o governo de estabelecer uma política nacional de educação.&lt;br /&gt;A educação neste período (1987-2000) apercebeu-se que grande parte do fracasso escolar era devido ao uso da língua portuguesa como a língua oficial na sala de aulas, por essa razão a reforma curricular que decorreu nesse período visava abarcar quatro aspectos principais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;i) Os ciclos de aprendizagem;&lt;br /&gt;ii) O ensino básico integrado;&lt;br /&gt;iii) a disctribuição dos professores;&lt;br /&gt;iv) a promoção semi-automática&lt;br /&gt;v) a introdução de línguas nacionais no ensino;&lt;br /&gt;vi) a introdução da língua inglesa no ensino;&lt;br /&gt;vii) a introdução de ofícios ;&lt;br /&gt;viii) a introdução da educação musical e cívica;&lt;br /&gt;ix) a introdução do currículo local;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora na minha abordagem centralizar-me-ei apenas nos pontos v), vi) e ix) pelo facto delas servirem para fundamentar a questão da formulação de identidade e resistência. A introdução de línguas locais no ensino parte de uma estratégia de melhoria das condições de aprendizagem da maior parte das crianças moçambicanas pois, a homogeneidade e heterogeneidade espacial e linguística permite a coexistência dialógica. O que implica saber-se escrever e ler na sua língua materna (que não é o português) e ter um contacto mais aprofundando com a sua própria realidade. A percepção da realidade local parte sempre da língua pois é com através dela que se produz o conhecimento do meio, e ao mesmo tempo se tem um certo sentido de identidade. Ora inseridas as condições básicas para a compreensão da realidade local propõe-se que o inglês seja introduzido para permitir um melhor  maior diálogo entre os moçambicanos e o resto do mundo mas também para poderem competir no mercado partindo de um padrão linguístico internacional.&lt;br /&gt;Partindo da introdução das línguas moçambicanas e da língua inglesa vê-se que de certa forma já não se pretende um currículo que possa incluir apenas o moderno em detrimento do que se considera tradicional/ultrapassado. Mas ao contrário nota-se a perspectiva de tender-se a estabelecer um diálogo intercultural que permita uma melhor inclusão do cidadão moçambicano no mundo globalizado e multicultural partindo da sua identidade. Mas será que só a língua é que permita a percepção da cosmovisão de uma comunidade? Serão apenas os idiomas os depósitos da tradição?&lt;br /&gt;Percebidas as fraquezas da alienação linguística colonial e o anti-tradicionalismo ideológico socialista passaremos a analisar a questão da introdução do currículo local e os desafios que dele advém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Identidade, resistência e currículo local: uma aproximação teórica&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A identidade é forjada a partir da educação e a compreensão de uma identidade nacional parte dos meios como essa identidade é forjada. O currículo tem sido o meio pelo qual as sociedades têm determinado ontologicamente o tipo de homem que pretendem. As sociedades africanas anteriormente vinculavam o conceito de integração no conjunto, os colonos o conceito de alienação, no período socialista pretendia-se o Homem Novo e agora pretende-se um homem bipolar (entre o local e o universal). Durante o processo de afirmação identitária os saberes locais antes considerados relevantes nas sociedades tradicionais foram sendo marginalizados e esquecidos permanecendo num estágio de silêncio. E agora pretende-se revalorizá-los e enquadrá-los na sociedade actual, contudo não pensamos nas implicações epistemológicas que tal projecto acarreta.&lt;br /&gt;O currículo local é definido (CASTIANO, 2005:194) como sendo: 1) Matérias de interesse local no ensino centralmente definidos que aprofunda estes conteúdos visando o desenvolvimento de atitudes e práticas relevantes de e para a comunidade; 2)Aquilo que a comunidade acha que os seus filhos devem aprender e que é importante dentro daquela comunidade; 3)São conteúdos relevantes para a escola ou local onde a escola se encontra situada.&lt;br /&gt;O local centraliza-se mais em actividades praticadas na comunidade, e estas actividades têm sempre uma ligação prática e não meramente teórica. O que implica que cada comunidade determina o que deve e não deve ser ensinado, pois as actividades ensinadas permitirão a criança o enquadramento na comunidade.&lt;br /&gt;Mas o currículo local veicula consigo mesmo os saberes locais e desta forma a introdução do currículo local implica um desafio aos paradigmas ocidentais de cientificidade. Pois os saberes locais são saberes aplicados na comunidade e é esta quem legitima a própria validade desse conhecimento. Ora a escola e a universidade possuem como pressuposto a ensinar elementos que sejam passíveis de universalidade científica, mas como é que o saber local poderá afirmar-se no seio da resistência paradigmática imposta pelo ocidente?&lt;br /&gt;O facto que pretendo desenvolver é que o processo de resistência epistemológica já é por si mesma uma característica de cientificidade, pois de um lado os próprios saberes locais resistem à imposição ocidental e do outro a universidade científica ocidental resiste aos saberes locais. Por isso, a única forma de se provar a utilidade dos saberes locais na ciência dependerá da aplicabilidade destes na escola, primeiramente através da formulação identitária.&lt;br /&gt;O currículo local tem resistido no tempo silenciosamente e por causa disso considera-se inútil a sua introdução em universidades. Mas o currículo local/saberes locais permitem perceber o conhecimento preexistente a dominação colonial e os elementos que são característicos de uma epistemologia africana. E por outro lado o currículo local permite abordar integralmente o homem, quer seja física quer psicologicamente facto que a ciência na perspectiva ocidental também tem feito.&lt;br /&gt;A resistência aos saberes locais nas universidades ou pelo ocidente devido a falta de cientificidade envolve acima de tudo a questão identitária pois o grande desafio aos saberes locais como também à ciência ocidental é o abandono da metanarrativa do universalismo ocidental e abrir-se para as micronarrativas e com elas compor-se um corpo mais abrangente de saberes. Porque nas comunidades existe uma Biologia, Química, Física e até uma Filosofia mas não com os mesmos nomes e nem os mesmos significados mas com  a mesma utilidade.&lt;br /&gt;Se a escola moçambicana introduziu o currículo local foi para uma maior compreensão identitária mas considero que a maior amplitude disso é o quebrar do silêncio dos saberes locais e a sua contribuição para a ciência (no sentido universal). Remetendo uma certa responsabilidade aos africanos/moçambicanos no que diz respeito a produções científicas que falem das suas próprias realidade factuais e não meras abordagens á L’occident.  De contrário perpetuaríamos a  resistência silenciosa dos saberes locais e permaneceríamos de certa forma reféns de uma pedagogia descentralizada da realidade moçambicana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conclusões&lt;/strong&gt; (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história da educação moçambicana demonstrou que os conflitos entre a tradição e a modernidade de forma alguma conseguiram silenciar os saberes locais que resistindo silenciosamente ressurgem actualmente nos planos curriculares. E neste sentido o currículo local seria um elemento útil no actual debate sobre o papel do local na produção de um conhecimento universal.&lt;br /&gt;O desafio que persiste actualmente para além das escolas são as universidades, que sendo centros de produção de conhecimento preferem servir-se de conhecimentos produzidos no ocidente ou ocidentalmente validados e marginalizam os saberes locais. Os saberes locais na universidade seria um elemento importante para o diálogo intercultural da epistemologia, pois existem elementos nas culturas locais que podem permitir uma outra abordagem não só a nível da compreensão física do homem mas também para a nível psicológico do homem.&lt;br /&gt;A introdução do currículo local nas escolas permite de outro lado a compreensão identitária afim de não deixar de a produção do conhecimento careça apenas de uma validação ocidental, mas nas próprias localidades a validarem esse mesmo conhecimento e encontrarem uma utilidade para todo o Moçambique.&lt;br /&gt;Contudo no plano de ensino espera-se que o professor use 20% para ensinar o currículo local. Na minha perspectiva parte-se de um bom princípio mas não sabemos se tal é realmente eficaz ou não, pois os critérios de selecção das actividades locais realmente relevantes pode fazer cair no esquecimento outros elementos que também podem ser um meio para o enriquecimento identitário como também epistemológicos. Não serão então esses 20% uma espécie de marginalização dos saberes locais e uma amostra significativa que consideramos útil e válido aquilo que é ocidentalmente produzido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CASTIANO, J. P., &lt;em&gt;Educar Para Quê?: As transformações no Sistema de Educação em Moçambique.&lt;/em&gt; Maputo, INDE, 2005.&lt;br /&gt;CASTIANO, J. P., NGOENHA, S.E., e BERTHOUD, G., &lt;em&gt;A Longa Marcha Duma “Educação para Todos” em Moçambique.&lt;/em&gt; 2ª edição. Maputo, Imprensa Universitária, 2005.&lt;br /&gt;CASTIANO, J.P., “&lt;em&gt; O Currículo Local como espaço de coexistência&lt;/em&gt;” in CASTIANO, J.P., ZIMBA, B. (coor.), &lt;em&gt;As Ciências Sociais na Luta Contra a Pobreza em Moçambique.&lt;/em&gt; Maputo, S.E., 2005.&lt;br /&gt;ELUNGU, P.E.A, “&lt;em&gt;Philosophy and problems of education in Africa&lt;/em&gt;” in VVAA, &lt;em&gt;Teaching Research in Philosophy : Africa&lt;/em&gt;. France, UNESCO, 1984.&lt;br /&gt;GOLIAS, M., Sistemas de Ensino em Moçambique: Passado e Presente. Maputo, Editora Escolar, 1993.&lt;br /&gt;MAZULA, B., &lt;em&gt;Educação, Cultura e Ideologia em Moçambique:1975-1985&lt;/em&gt;. Maputo, Edições Afrontamento e FBLP, 1995.&lt;br /&gt;MONDLANE, E., &lt;em&gt;Lutar Por Moçambique&lt;/em&gt;. Lisboa, Livraria Sá da Costa Editora, 1977.&lt;br /&gt;NGOENHA, S.E., &lt;em&gt;Estatuto e Axiologia da Educação&lt;/em&gt;. Maputo, Livraria Universitária, 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=440015925424146034#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Perante o tribunal local o requerente de cidadania portuguesa devia possuir duas condições básicas: 1) Domínio da língua portuguesa tanto falada com escrita; 2) Possuir estabilidade financeira. Satisfeitas essas condições o requerente jurava o desejo de querer  abandonar os costumes nativos e viver como um cidadão europeu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/440015925424146034-7045724957607030627?l=kutlhamala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kutlhamala.blogspot.com/feeds/7045724957607030627/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=440015925424146034&amp;postID=7045724957607030627' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/7045724957607030627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/440015925424146034/posts/default/7045724957607030627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kutlhamala.blogspot.com/2008/09/o-currculo-local-como-resistncia.html' title='O Currículo Local como Resistência Identitária'/><author><name>Gerson Machevo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03752802177567076248</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_y6PWr9vnPXU/StMmmO5nb3I/AAAAAAAAABg/JVV8y642mx8/S220/DSCF1739.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
